João Guerreyro é referência na confecção e manipulação de bonecos

20 de fevereiro de 2015 | Por admin

Fundador e diretor da Cia. Cômica, que trabalha com o teatro de animação de bonecos, João Guerreyro mantém um diálogo quase que permanente com companhias e artistas de Rio Preto e região. Isso porque ele é a principal referência quando o assunto é a confecção de bonecos e adereços, sendo constantemente requisitado para os mais diferentes tipos de produção.


E o aderecista começou 2015 ampliando fronteiras e vivendo pela primeira vez a experiência de criar adereços para os desfiles das escolas de samba do Carnaval de São Paulo. Convidado por amigos (e parceiros) de Rio Preto que atuaram em escolas paulistanas neste ano, Guerreyro confeccionou perucas de borracha e leques para a comissão de frente da Tom Maior, além de uma peruca usada pela Rainha de Copas de “Alice No País das Maravilhas”, em carro alegórico da Rosas de Ouro.

O convite para o trabalho com a Tom Maior partiu do rio-pretense Alex D’arc, que levou 58 integrantes de sua companhia para compor a comissão de frente e os carros alegóricos da escola, cujo enredo explorou o tema “Adrenalina”. “Além das cabeças e dos leques, também fiz os adereços da fantasia que o Alex (D’arc) usou no desfile”, enumera. 

f6e1d3a4605cd0a64532624a63f48eda

Para a Rosas de Ouro, Guerreyro colaborou na confecção da cabeça do destaque da comissão de frente, a pedido do maquiador Marcio Merighi, que trabalha com escolas de samba da capital desde 2011. Reverenciando o mundo encantado das fadas e da fantasia, a Rosas de Ouro revisitou a Rainha de Copas em seu destaque na comissão de frente.

“Não há muita diferença em criar adereços para uma peça de teatro e um desfile de escola de samba. Para o desfile, atentei-me em deixar as alegorias bem fixas na cabeça para os passistas caírem no samba sem nenhuma restrição”, diz Guerreyro em entrevista ao Diário.

Presença nos detalhes

Em Rio Preto, é possível conferir as criações de Guerreyro em diversos espetáculos teatrais e eventos culturais. É de sua autoria, por exemplo, a bailarina “vestida de fita azul celeste”, que integra a cenografia do espetáculo “Mundomudo”, da Cia. Azul Celeste, que faz temporada no teatro do Sest/Senat, com apresentações às quartas e quintas-feiras. A boneca é uma referência ao nome da companhia, que completa 25 anos de teatro.
O aderecista assina a criação dos bonecos do musical “Os Saltimbancos”, uma das recentes montagens da companhia rio-pretense Apocalíptica. Ele também é responsável pelos bonecos gigantes que dividem a cena com os coralistas na tradicional apresentação natalina realizada na fachada do Praça Shopping. “Transito bem entre os artistas da região e essa é a minha maior conquista como profissional”, orgulha-se.
Grupo estreia espetáculo

A experiência com escolas de samba é só uma das novidades que João Guerreyro encara em 2015. No fim de maio, sua Cia. Cômica faz a estreia de “De-Mente”, seu primeiro espetáculo de bonecos voltado para o público adulto. “De-Mente” é a terceira produção da Cômica na cena teatral, antecedida pelos espetáculos infantis “Amadeus” e “Vingativa”.

A montagem conta com fomento do antigo Prêmio Nelson Seixas, da Secretaria de Cultura de Rio Preto. Com a participação de sete atores-manipuladores, o novo espetáculo constitui-se em uma crítica social, política e religiosa sobre o homem, tendo como fio condutor fatos que marcaram a história.

5f8ca2b7c409bcd9f029509189c9a618

 

“Partimos do Big Bang (teoria cosmológica sobre a origem do universo) rumo às ações boas e ruins da humanidade ao longo dos séculos”, comenta o diretor. De acordo com Guerreyro, “De-Mente” trabalhará com diferentes formatos de manipulação de bonecos. “Há cenas bastante complexas, que exigem praticamente todo o elenco para a manipulação de um boneco”, avisa.

Para ele, o trabalho da Cia. Cômica serve para ampliar o entendimento do público sobre o universo da animação de bonecos e objetos. “A maioria acha que essa arte se resume à manipulação de fantoches. Há uma gama de técnicas de animação e tento dialogar com o máximo delas a cada montagem”, diz. Para o diretor, a nova peça é uma “cutucada na ferida”, buscando mostrar ao público conceitos e preconceitos originados pela vida em sociedade.

Fonte: Diário Web 

Certificados e Prêmios



Realizações Cemara
Realizações Cemara
Realizações Cemara
Realizações Cemara