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Vitória-Régia pelo céu de Piracicaba neste fim de semana!

14 de setembro de 2018 | Por cemara

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A Cemara Loteamentos preparou, para este fim de semana, uma surpresa para os moradores de Piracicaba, cidade conhecida, inclusive, pela prática do balonismo. Aqueles que olharem para o céu entre as 6h30 e 8h dos dias 15 e 16 de setembro poderão ver – diretamente de um balão – um anúncio sobre o mais novo lançamento da empresa na região: o Residencial Vitória-Régia.

O condomínio de alto padrão trará, dentre seus diferenciais, lazer completo e quatro praças inspiradas nos elementos da natureza: ar, água, terra e fogo. Além disso, o empreendimento – que será fechado –  contará com lotes que variam de 500 m² a 1.700 m². O Residencial Vitória-Régia também terá uma exclusividade: fiação subterrânea e fibra ótica.

Contaremos com uma equipe de apoio no local no sábado e domingo, das 08 às 18h. Estrada do Bongue, ao lado do Condomínio Reserva das Paineiras.

 



As vantagens da área pet em seu condomínio

22 de agosto de 2018 | Por cemara

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A norma que proibia animais de estimação em áreas comuns do condomínio ficou para trás. Cada vez mais, empreendimentos têm se adaptado para receber os pets em suas dependências.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, cerca de 44% da população brasileira possui algum animal de estimação em casa. Por isso, os novos condomínios têm desenvolvido espaços pet friendly.

pet place é um ponto a ser levado em consideração para quem possui pets e deseja comprar um novo imóvel. Esse tipo de espaço é excelente para exercitar seu amiguinho de quatro patas.

Entenda as principais vantagens do pet place:

1 – Você não precisa ir muito longe para levar seu animal em parques.

2 – O espaço pet tem equipamentos feitos especialmente para eles.

3 – Seu pet pode praticar atividades físicas diariamente – dependendo do porte – ou com maior frequência.

4 – O contato com a natureza proporciona melhorias à saúde dos animais.

5 – Como esse espaço de lazer fica dentro do condomínio, a interação com seu amigão pode durar mais tempo.



BENEFÍCIOS DOS ESPORTES RADICAIS

8 de agosto de 2018 | Por cemara

 

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O corpo humano não foi feito apenas para ficar sentado em um escritório o dia todo e aspirando poluição. Ele foi feito para correr, nadar, escalar, enfim, se exercitar. E para explorar o verdadeiro potencial do corpo humano, o melhor lugar é a natureza.

Os esportes radicais na natureza não poluem, não agridem o ambiente e, quanto mais preservado for o local, melhor para a prática desses esportes. Além disso, a prática faz com que o corpo libere adrenalina e auxilia no planejamento de vencer desafios.

De acordo com ortopedistas e outros especialistas da área da saúde, os esportes radicais proporcionas diversos benefícios à saúde de seus praticantes, incluindo o aumento da autoestima, capacidade de tomar decisões sob pressão, raciocínio rápido e preciso, além de ajudar a manter a forma. Isso porque, quando alguém pratica algum tipo de esporte, está o tempo todo trabalhando a mente e o corpo.
A produção de endorfina, secretada pela glândula hipófise no corpo é um dos principais benefícios produzidos pelos exercícios físicos. Ela traz alívio do stress e estimula o relaxamento físico, além de propiciar prazer. Quanto ao condicionamento físico, é preciso estar bom para diminuir as chances de lesões, e focar em três pilares: força, resistência cardiovascular e flexibilidade.
Para prevenir lesões, é essencial o uso de equipamentos de proteção e vestimentas indicadas para cada tipo de esporte – capacete, joelheiras e protetor de ombros, pulsos, tornozelos. Além disso, ao primeiro sinal de dor ou desconforto em qualquer fase do esporte, o praticante deve adotar medidas como repouso, gelo e compressão. Se os sintomas persistirem, procure orientação médica.

FONTE: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/18/materia/215404/t/beneficios-dos-esportes-radiciais



Área onde funcionava usina histórica é revitalizada em Piracicaba, SP

6 de outubro de 2017 | Por cemara

Bairro histórico surgiu com imigrantes italianos; morador relembra época. Futuramente, local vai pesquisar e desenvolver tecnologias do agronegócio.

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A Usina Monte Alegre, em Piracicaba (SP), passa por um processo de revitalização e futuramente vai contribuir novamente com o agronegócio. O local é histórico e foi onde a primeira locomotiva a vapor brasileira foi desenvolvida. Ele parou de funcionar na década de 80 e foi depredado e destruído pela ação do tempo.

O bairro histórico onde fica a usina surgiu com os imigrantes italianos, que viviam ao redor do engenho no século 19. Depois, o local virou uma importante usina de açúcar, que contribuiu de forma significante para a economia. Há 15 anos, começou o processo de revitalização, que tem o intuito de fazer com que a usina futuramente contribua para o desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias para o agronegócio.

Um morador do bairro, que viveu a época que a usina funcionava, conta como era o local. “Era uma delícia morar aqui, porque você não precisava ir para a cidade, para lugar nenhum, para você ter todos os recursos. Inclusive médicos, farmácia, lugar de lazer, era tudo aqui”, relembrou seu Fortunato.
O gestor da usina, Wilson Guidotti Jr. conta como funcionou o processo de revitalização no começo: “Há 15 anos estava totalmente tomado por mato. Nós demoramos dois meses para limpar a usina e enxergar o que tinha dentro”, lembrou.

Inovação
A Usina Monte Alegre vai ser uma usina de inovação, após a recuperação dos prédios, capaz de receber cerca de 60 empresas voltadas para a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio. A área tem 430 mil metros quadrados na margem do Rio Piracicaba, a cerca de 6 km do centro da cidade.

O gestor de inovação da usina, Pedro Chamuchumbi, explica a importância dessa nova usina. Segundo ele, as empresas precisam de um suporte na cidade. “Piracicaba se configurou como um centro de inteligência desse segmento. Então, muitas empresas estão nascendo e se deslocando para cá. É necessário que essas empresas encontrem um suporte ideal para o desenvolvimento de seus negócios”, explicou.

“A usina passou por diversas fases da economia brasileira como uma usina sucroalcooleira. Após o seu período de decadência, renasce trazendo de novo essa DNA voltado para o agronegócio, a inovação”, completou.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/12/area-onde-funcionava-usina-historica-e-revitalizada-em-piracicaba-sp.html



Você conhece a região do Novo Campestre?

7 de julho de 2017 | Por cemara

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O Campestre é um dos bairros mais tradicionais da cidade, composto originalmente por fazendas agrícolas dos primeiros italianos que migraram para o Brasil no século passado.

Atualmente, a região é um dos focos de crescimento e desenvolvimento de Piracicaba e, entre seus principais diferenciais, estão:

Belezas naturais – Com amplas áreas verdes e espécies nativas ao redor;
Tranquilidade – Um bairro silencioso, sem trânsito tumultuado e o melhor de tudo: perto do centro;
Lazer – Diversas opções de lazer como pesqueiros próximos ao Jardim Piazza Itália.

Gostou? Aproveite para conhecer o Jardim Piazza Itália e, quem sabe, passar um dia de pescaria divertido com toda a sua família.



Piracicaba é 2ª melhor do Brasil em ‘gestão municipal’, segundo estudo

16 de junho de 2017 | Por cemara

Levantamento de consultoria avalia desempenho de 100 maiores cidades.
Índice comparou situação dos municípios no período entre 2005 e 2015.

Vista aérea do Centro de Piracicaba, SP (Foto: Thomas Fernandes)

Um estudo entre as 100 maiores cidades do Brasil colocou Piracicaba (SP) como a 2ª melhor do país em gestão municipal. O levantamento da consultoria Macroplan avaliou, segundo a empresa, o desempenho dos municípios de 2005 a 2015 nas áreas de educação e cultura, saúde, segurança e saneamento e sustentabilidade.
Entre as melhores cidades indicadas no estudo, Piracicaba aparece atrás de Maringá (PR) e à frente de São José do Rio Preto (3º), São José dos Campos (4º) e Franca (5º), além de Campinas (6º), Limeira (8º) e Ribeirão Preto (11º).
O Índice Desafios da Gestão Municipal (IDGM) também listou as piores cidades do país. Considerados os mesmos 16 indicadores nas mesmas quatro áreas, o ranking dos municípios em situação mais complicada reúne: Duque de Caxias (RJ), na 96ª posição, seguida de Nova Iguaçu (RJ), Macapá (AP), Belford Roxo (RJ) e Ananindeua (PA), no 100º lugar.
As 100 maiores cidades do país analisadas no estudo representam, juntas, metade do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme a consultoria.
Dados do estudo
Os números específicos do desempenho de Piracicaba entre 2005 e 2015 podem ser vistos no portal da companhia que realizou o levantamento. O estudo completo, com resultados dos 100 municípios avaliados, também pode ser consultado no site da consultoria.

Foto:Vista aérea do Centro de Piracicaba, SP (Fotógrafo: Thomas Fernandes)
Fonte:http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2017/03/piracicaba-e-2-melhor-do-brasil-em-gestao-municipal-segundo-estudo.html



Escritor Manoel de Barros é tema de mostra no Sesc Piracicaba

18 de novembro de 2015 | Por admin

O Sesc abre nesta sexta-feira (13/11) o Festival de Turismo. A ambientação Fragmentos Poéticos inicia o evento, com poemas de Manoel de Barros no espaço de tecnologias e artes da unidade.

A mostra fica aberta até 13 de dezembro. Integram o festival ainda, exibição de documentário e palestras, que segue até o dia 2 de dezembro. As atividades são gratuitas.

A proposta do projeto é, por meio da literatura, fotografia, cinema, música, artes, relatos de viagens ou internet, aproximar as pessoas de lugares ainda desconhecidos.

No dia 17, às 20h, tem exibição do documentário Só Dez por Cento é Mentira, que apresenta o escritor Manoel de Barros na sua simplicidade de ser e na sabedoria com que lida com as palavras ou com o jogo delas.

O bate-papo O Pantanal de Manoel de Barros propõe ao público a vivência de explorar este pedaço do Brasil sob a ótica do poeta. A atividade acontecerá no dia 25, às 15h, na comedoria da unidade.

Para encerrar, em dezembro, no dia 2, um bate-papo aborda a gastronomia peculiar e rica do cerrado com seus cheiros, gostos e ingredientes específicos.

O encontro será às 14h30, também na comedoria da unidade. O Sesc fica na rua Ipiranga, 155, Centro. Informações: (19) 3437-9292.

Fonte: Jornal de Piracicaba



Casame Arraso tem início nesta terça-feira com duas palestras

21 de outubro de 2015 | Por admin

Gabriela Garcia

A primeira edição da mostra de noivas e eventos Casame Arraso tem início na terça-feira (20/10) com duas palestras — os assuntos abordados serão a tensão pré-nupcial e estilo de vida para se preparar para o altar.

A Casame Arraso 2015 ocorre na terça e quarta-feira (21), das 16h às 22h, no Legrand Hall e irá reunir expositores da área.

A mostra é realizada pela André Carvalho Consultoria em parceria com a Revista Arraso e apoio do Jornal de Piracicaba.

Na terça-feira, às 16h, a abertura será com a psicóloga Raquel Giardini Rosa, que irá ministrar a palestra Tensão pré-nupcial: escape desta síndrome. Neste encontro, a conversa irá abordar estratégias para os noivos ficarem mais calmos e tranquilos durante o processo de preparação para o casamento, que é a realização de um sonho.

Na sequência, às 16h45, a mestre em educação física Camila Paraschiva irá ministrar a palestra Estilo de Vida para arrasar rumo ao altar. Camila irá explicar como pequenas mudanças no estilo de vida podem fazer muita diferença na preparação para o casamento.

“O planejamento do casamento ou até mesmo de qualquer tipo de evento que tem grande significado, gera um turbilhão de emoções. A tensão atinge homens e mulheres. A ideia de convidar estas palestrantes tem como objetivo agregar valor e conhecimento aos nossos convidados, tornando tudo isso mais leve de ser vivido”, disse Milena Pupin, da equipe André Carvalho Consultoria.

Para os interessados em participar da palestra, é necessário retirar convite gratuito na recepção da Bio Ritmo Piracicaba, localizada na rua Visconde do Rio Branco, 583, anexa ao Pão de Açúcar.

Na chegada ao evento, serão arrecadados brinquedos e roupas em bom estado em prol do bazar da Associação Ilumina.

A Casame Arraso 2015 irá reunir cerca de 30 expositores do segmento. A proposta é aproximar o público dos bons profissionais de Piracicaba. A parceria com a Associação Ilumina permite que os visitantes paguem meia entrada ao doarem uma roupa ou brinquedo usado.

Os ingressos serão vendidos na hora no Legrand Hall. A entrada inteira custa R$ 20 e a meia, R$ 10.

Fonte: Jornal de Piracicaba



Esalq realiza oficina de ilustração botânica em aquarela

16 de julho de 2015 | Por admin

Stefanie Archilli

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Foto: Reprodução/Divulgação

Entre os dias 27 e 31, a artista Zelinda Jordão ministra a Oficina de Ilustração Botânica em Aquarela, no Museu Luiz de Queiroz. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 23.

A oficina é uma realização do GeWA (Grupo de Estudos Walter Acorssi), do Departamento de Ciências Biológicas da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), e o Museu Luiz de Queiroz.

O pré-requisito é que os interessados tenham habilidades com desenhos. Dentro da técnica da aquarela, Zelinda apresentará desde o básico (aguadas), incluindo o conhecimento de materiais e cores, até a elaboração da prancha final.

“Vou ensinar os princípios da ilustração em cores com aquarela. Noções de grafite, luz, sombra, pigmentos da aquarela. É uma oficina bem prática”, afirmou a artista.

O curso está dividido em três etapas: estudo das cores, de luz e sombra com grafite, exercícios com aquarela; flor branca e folha, estudo em grafite, desenho em perspectiva, transporte para o papel, cinzas cromáticos e luzes e sombras para o branco; e orquídea (ou flor equivalente), estudo das cores da planta escolhida e sombras e luzes coloridas.

“O mais difícil no curso é enxergar as cores, por isso será feita uma introdução para depois trabalharmos com a flor branca e a orquídea”, relatou.

Essa é a segunda atividade sobre ilustração botânica que a Esalq promove no ano. Em junho, a escola realizou oficina em desenho a lápis.

SERVIÇO — Inscrições para Oficina de Ilustração Botânica em Aquarela com Zelinda Jordão. Número de vagas: Vagas: 10 vagas (+ duas bolsas). Período de inscrição: até dia 23. Oficina: 27 a 31 de julho, das 9 às 12h e das 14 às 17h. Interessados devem acessar o site fealq.org.br. Informações: (19) 3429-4354 ou pelo e-mail eventos.gewa@gmail.com.

Fonte: Jornal de Piracicaba



Cecílio Elias Netto fala sobre trilogia de livros que vai expor parte de seu acervo sobre Piracicaba

9 de junho de 2015 | Por admin

Stefanie Archilli

Foto: Amanda Vieira/JP

O jornalista e escritor Cecílio Elias Netto (foto), 74, está resgatando a história e as tradições de Piracicaba em uma trilogia de livros.

O primeiro, Piracicaba que Amamos Tanto, foi lançado neste ano e apresenta fotos da antiga Piracicaba. Segundo Elias Netto, a obra promove uma reflexão sobre a memória da cidade que está sendo perdida.

“O objetivo desse livro foi lançar fotos que Piracicaba não conhece, desde o século 19, mostrando o que era Piracicaba e, ao final do livro, faço confronto do que ficou. Lugares maravilhosos e monumentos que desapareceram, informações que o povo não tem mais”, afirmou.

O segundo livro da trilogia vai contar histórias do rio Piracicaba e o terceiro será sobre o açúcar. “O Piracicaba, um Rio que Passou em Nossa Vida é o próximo que estou trabalhando. E o terceiro seria A Doçura da Terra, mostrando que a terra abundante, fértil, a partir do açúcar, da agricultura, construiu essa grande cidade”, relatou.

Neste ano, Elias Netto vai comemorar os 50 anos de literatura com o lançamento de um instituto que leva seu nome e vai preservar o seu acervo histórico, além da 6ª edição do Dicionário Caipiracicabano.

Como foi a ideia de lançar uma trilogia sobre Piracicaba? Começou tudo com o livro do centenário do XV. O editor me procurou, o Arnaldo Branco, da Editora B2, se eu podia participar do livro do XV. Cedi algum material meu e ele acabou tendo uma visão do meu acervo. Ele ficou meio assustado de ver tanta coisa. Falou que eu precisava ver o que fazer com isso, que não podia deixar isso. Eu falei: “também não quero, inclusive quero achar uma saída para dar isso para Piracicaba”. Absurdo eu ter um negócio de 60 anos que estou colecionando, buscando e deixar fechado. Então ele sugeriu: “porque não fazemos um livro”. Começamos a trocar ideia e sugeri Piracicaba que Amamos Tanto. Ele adorou e daí começamos a mexer no meu acervo. Um dia ele disse: “você sabe quantas fotos você tem?”. Eu falei: “olha, eu acho que tenho umas 2.500 fotos”. Ele falou: “não, já está com 14.680”. Eu assustei. Passou um tempo ele disse que passou de 20 mil fotos. Por isso vamos fazer uma trilogia, até pelo aniversário de Piracicaba (250 anos). Então o Piracicaba, um Rio que Passou em Nossa Vida é o próximo que estou trabalhando. E o terceiro seria A Doçura da Terra, mostrando que a terra abundante, fértil, a partir do açúcar, da agricultura, construiu essa grande cidade.

Esse primeiro trabalho é um livro de memórias da cidade? São flashes que eu lanço sobre a história de Piracicaba. Vamos entender o seguinte. Piracicaba está perdendo sua memória. Tenho feito algumas palestras, estou assustado de ver como professores, pessoas adultas, não conhecem Piracicaba. Por exemplo, o Véu da Noiva. Até em material oficial da prefeitura já saiu que o Véu da Noiva é aquela queda d‘água ao lado do salto. Não é. Aquela queda d‘água é artificial de um córrego. O Véu da Noiva é um poema, a primeira estrofe do poema Piracicaba, de Brasílio Machado, de 1867, em que ele chama Piracicaba de Noiva da Colina e fala: “abre sobre nós o seu imenso véu”. O véu é a neblina, a bruma e o rio borbulhava e deixava passar aquela neblina que muitas vezes chegava até o centro da cidade. Eu perguntava, por exemplo, onde está o Itapeva? “O que é Itapeva?”, falavam. Gente, Itapeva é um riacho importante de Piracicaba. Está embaixo da avenida Armando de Salles Oliveira. O pessoal não sabia nada disso. O objetivo desse livro foi lançar fotos que Piracicaba não conhece, fotos de Piracicaba antiga, desde o século 19, mostrando o que era Piracicaba e, ao final do livro, faço confronto do que ficou. Lugares maravilhosos e monumentos que desapareceram, informações que o povo não tem mais. Piracicaba é importante desde o Império. A contribuição de Piracicaba para o Brasil é monumental, essencial em todos os sentidos, especialmente na educação e na ciência. E está esquecida.

Por que a memória de Piracicaba está sendo esquecida? É um conjunto de situações. A de que não se ensina nas escolas é uma dessas situações. Mas ensinar o que se a população desconhece a história? Tenho uma opinião particular de minha experiência como jornalista, que Piracicaba foi vítima de uma tragédia política. Nós tivemos líderes políticos no fim dos anos 60, início dos anos 70, que morreram todos praticamente ao mesmo tempo. Luciano Guidotti, Cássio Padovani, Guerino Trevisan, Lázaro Pinto Sampaio, Jorge Antonio Angeli. Eram líderes que dariam continuidade à cidade. Depois disso, nos anos 70, a transição foi abrupta. Saiu de lideranças muito fortes, que detinham essa tradição, que conheciam essa história, e entrou uma juventude, que por mais animada e inteligente que fosse, não tinha background.

Se essa história está perdida, como resgatá-la? Estou tentando fazer isso desde 1988 quando lancei A Província, que virou um documento, um acervo extraordinário da história de Piracicaba para pesquisa. Com isso comecei a escrever uma série de livros. Escrevi Memorial de Piracicaba e História Política de Piracicaba com o apoio do Jornal de Piracicaba e A Tribuna. A Marly Perecin tem lutado por isso. Outros têm feito. Mas não há uma ação política, conjunta. Então com esse livro Piracicaba que Amamos Tanto eu tenho a pretensão que ajude a dar um start, tipo: “gente, o que nós estamos fazendo?” Nós não somos essa cidade caótica. Não somos essa cidade violenta. Não somos essa cidade sem identidade. Nós temos identidade, inclusive histórica. A minha pretensão e desejo é que esses livros consigam despertar esse entusiasmo que já estou percebendo em parte da juventude, que tem me procurado muito.

Qual o papel da juventude nesse resgate de nossa memória? Tenho sido convidado a dar palestras para juventude e crianças e isso me dá um ânimo formidável. Agora criaram um instituto com meu nome, Instituto Cecílio Elias Netto, que me alegra, pois vai preservar esse meu acervo. E tem um projeto que exigi deles. Não quero que o instituto seja um negócio estático. Por exemplo, tem um grande acervo do Rocha Neto que está lá no Marta Watts. Esse acervo só serve para quem for procurá-los, quem tiver interesse. Eu quero que o instituto com o meu acervo vá até o povo, que eles ministrem palestras, façam exposições itinerantes, promovam a juventude artística, desperte a parte cultural, debates. Em vez do povo ir em busca da pesquisa, levar o conhecimento para o povo e, em especial, para a juventude.

Voltando ao livro, qual história impressiona mais? Esse livro é que nem um coração. Então não sei qual parte do coração que fala mais alto, que bate mais forte. Gosto muito do conjunto do livro, a parte gráfica, houve uma comunhão entre textos, fotos e edição.

O conteúdo dessa obra se confunde um pouco com a sua história? Diria que esse livro é a minha visão de Piracicaba. O meu olhar a Piracicaba. Tanto é que eu digo que esse livro é uma declaração de amor. Claro que é pessoal, sem adulterar datas e os fundamentos históricos dos fatos. Mas é evidente que dou as minha impressões, emoções, sentimentos que tocam do rio, de pessoas. Piracicaba é o grande amor de minha vida. Não consigo me entender fora de Piracicaba.

E como está sendo preparado o segundo livro da trilogia? Esse livro vai ser um canto de amor. Falando em primeira mão, estou fazendo uma loucura. Quero fazer esse livro uma sinfonia pastoral. Quero que as palavras tenham a musicalidade do rio. Cada trecho do rio tenho uma história dele. Fiz a viagem até Tanquã, fotografamos e filmamos tudo. Sei o nome de cada trecho. Quero publicar as lendas, o folclore do rio Piracicaba, as histórias de pescadores, pescarias, ranchos antigos. O rio como fonte de vida, porque o rio existe antes de Piracicaba. Ele deve ser lançado em abril do ano que vem e, em 2017, devem ser dois livros. O do açúcar, que encerra a trilogia, e um livro sobre os 250 anos de Piracicaba.

O caipiracicabano é definido como um estilo de vida. Que estilo é esse? É o estilo caipira verdadeiro. Porque o caipira não é entendido. O pessoal durante muito tempo levou o caipira como algo pejorativo. Isso foi culpa de Monteiro Lobato quando ele criou o Jeca Tatu. Mas o pessoal se esqueceu do Joaquim Bentinho, que é do Cornélio Pires. Esperto, inteligente, um caipira bem vivo. A palavra caipira é “kai’pira”, em tupi, ka é mato, mata, pi é água e pira é peixe. Então é aquele que está na mata, às margens do rio em busca do alimento, que é o peixe. O sertanejo caipira. Os bandeirantes eram caipiras. Então o caipira nasce na verdade na cidade de São Paulo, não no interior. Na São Paulo antiga. Aquela linguagem mistura o português arcaico com o indígena e foi criando um tipo de linguagem e essa linguagem veio para o interior. E essa região de Piracicaba, do Tietê médio, foi a região que concentrou mais essa linguagem e acabou ficando marcante. O piracicabano caipira fala com o erre retroflexo, que joga a língua para dentro. Ficou um tipo de sotaque e eu acho que isso é uma grife para Piracicaba. O caipira é aquele generoso, hospitaleiro, aquele sábio, então essa cultura caipira é uma preciosidade que caipira tem que defender. Estou lançando mais uma edição do Dicionário Caipira, agora em agosto. Faz 28 anos que esse livro está na praça e eu ainda encontro palavras e expressões para colocar. Encontro áreas da cidade que ainda falam desse jeito.

A trilogia também comemora 250 anos da cidade. Acredita que hoje nós conseguimos entender a cidade ou ainda existem muitos mistérios nesta história? Eu acho que para entender, precisa aprender. Uma frase importante do livro que define todo essa obra é de Santo Agostinho: “Ninguém ama aquilo que não conhece”. Então, se você não conhecer Piracicaba, você não pode amá-la. E se nós não conhecemos, não podemos prever o futuro dela. Eu tenho muito receio da Piracicaba caótica de hoje, sem referencial, uma cidade sem parâmetro, que ela pode perder a identidade. Se Piracicaba perder a identidade, ela vai ser como outra qualquer. Até pior, talvez. Costumo dar o exemplo: da árvore e os seus valores. Na primavera, os valores da árvore são as flores. No outono são os frutos. No verão, a alegria, e no inverno caem as folhas. E depois começa tudo de novo porque ela tem uma raiz, um princípio. Então Piracicaba pode mudar de valores, o mundo está mudando. Mas ela sempre tem retorno à sua raiz. Se Piracicaba não retornar à sua raiz, ela não tem para onde ir. Estamos em uma encruzilhada, que é um lugar de parar e pensar. Piracicaba tem que parar e pensar, dar um passo para trás. Piracicaba tem que renascer, recomeçar.

Como o senhor vê o futuro de Piracicaba? Não sou de fazer prognósticos, mas eu desejo que Piracicaba volte a ser aquilo que ela foi, a Atenas Paulista, a Pérola dos Paulistas, a Florença Brasileira, a Cidade Universitária. Piracicaba foi tudo isso. Então eu queria, que dentro dos novos tempos, ela voltasse a ser isso. Com nova mentalidade, aceitando as novas tecnologias, mas sem perder o princípio.

Fonte: Jornal de Piracicaba



Projeto Famosos Bailarinos traz Ana Botafogo para workshop na Carina Castro Ballet em Piracicaba

20 de abril de 2015 | Por admin

O projeto Famosos Bailarinos, da Carina Castro Ballet, traz para Piracicaba a mais conhecida bailarina do país, Ana Botafogo (foto).

Diferentemente de outras ocasiões, ela vem para a cidade exclusivamente para repassar aos estudantes de dança seu conhecimento de mais de 45 anos.

O workshop, com direito a certificado, será realizado no dia 25. Os participantes serão divididos em nível intermediário e avançado. Também será possível participar como ouvinte nos dois módulos. As vagas são limitadas tanto para os bailarinos quando para ouvintes.

Segundo comentou Carina Castro, ainda não foram preenchidos todos os lugares. “Está aparecendo interessados não só de Piracicaba como de outras cidades da região, mas ainda há vagas”.

A proprietária da escola, afirmou que o projeto consiste em trazer nomes renomados do meio da dança para Piracicaba. “Acreditamos que o contato com esses profissionais acrescenta muito na carreira do bailarino, a troca de experiências é fantástica”.

Já passaram pelo projeto Cecília Kerche e Rosana Presente. Conseguir trazer Ana Botafogo para Piracicaba não foi tarefa fácil. O também proprietário da escola de balé, Luciano Castro, relatou que eles não a conheciam. “Foi um desafio. Tivemos que buscar. Soubemos que Ana gostou da nossa iniciativa”.

Castro acredita que esta será a primeira vez que virá com um intuito de formação. “Ana é a bailarina mais conhecida do país, com tanta experiência, tem muito a contribuir conosco”.

O workshop de nível intermediário será das 9h às 10h30, já o de nível avançado das 11h às 13h. Os participantes devem ter no mínimo 12 anos e os ouvintes, oito. Todos os participantes ganharão certificado de participação do projeto Famosos Bailarinos, assinado por Carina Castro e bailarina convidada.

SERVIÇO — Projeto Bailarinos Famosos — Workshop com Ana Botafogo. Dia 25 de abril, das 9h às 10h30 (nível intermediário) e das 11h às 13h (nível avançado), na Carina Castro Ballet (rua Professor Armando Bergamin 563, Nova Piracicaba). Inscrições abertas para bailarinos e ouvintes. Valores R$ 130 (participante intermediário), R$ 50 (ouvinte intermediário), R$ 140 (participante avançado) e R$ 60 (ouvindo avançado). Informações: (19) 3421-3806 ou 98120-1915.

Fonte: Jornal de Piracicaba 



Inezita Barroso é homenageada em Piracicaba

8 de abril de 2015 | Por admin

Nesta quarta-feira (08/04) completa um mês da morte da cantora Inezita Barroso, que faleceu em 8 de março aos 90 anos.

Para homenagear a Dama Caipira, amigos e fãs promovem uma missa, às 19h, na Igreja São Judas Tadeu.

Segundo o agrônomo José Carlos de Moura, a iniciativa é uma “forma singela de retribuir o carinho que Inezita tinha por Piracicaba”.

Ele contou ainda que foram elaborados postais com a foto da cantora e a inscrição Quanta Saudade Você Nos Trás, que serão distribuídos a quem estiver no local. A frase faz referência à música Lampião de Gás, famosa na voz da paulistana de alma caipira.

Moura conheceu a cantora na década de 1950, quando ainda residia em São José dos Campos, sua cidade natal. “Em 1952 eu estava no ginasial quando Inezita Barroso foi à minha escola para nos ensinar a canção O Passo do Soldado, de Marcelo Tupinambá. Na cidade se comemorava em 23 de maio os primeiros heróis da revolução (Constitucionalista) de 1932. A partir de então sempre acompanhei todas as semanas o desenvolvimento da carreira de Inezita, minha mais ilustre amiga”.

Ele lembrou que na época ela já mantinha dois programas, um na rádio e outro na TV. Foi este carinho que abriu o coração de Moura para a música e que fez dele um dos mais importantes colaboradores da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba).

Moura ressaltou que Inezita é uma cantora de música brasileira, popular, folclórica e erudita. Ao mudar-se para Piracicaba, na década de 60, o agrônomo tornou-se anfitrião da cantora nas visitas dela à cidade.

Inezita apresentou por 35 anos o programa Viola, Minha Viola, na TV Cultura, palco em que recebeu vários amigos de Piracicaba, ente eles Tonico e Tinoco, Abel Bueno, Moacyr Siqueira, Roberto Seresteiro e César e Paulinho. O último show de Inezita na cidade foi em 8 de novembro de 2013.

Este ano foi um dos mais marcantes dela na cidade. Na ocasião, além de apresentar o espetáculo Trajetória ao lado do Regional do Tico-Tico, ela tornou-se Cidadã Piracicabana, por meio de título entregue pela Câmara de Vereadores.

Também foi no Viola, Minha Viola que Inezita exaltou a cultura piracicabana. Em maio de 2003, ela gravou seu programa às margens do rio Piracicaba. Além disso, em 1956, assistiu a apresentações folclóricas para uma de suas pesquisas sobre a cultura caipira, sendo recepcionada pelo folclorista João Chiarini, que presidia o Centro de Folclore.

Na discografia de Inezita, composta por quase 100 discos, Piracicaba é lembrada em vários momentos. Ela gravou, em 1975, o álbum Inezita em Todos os Cantos, e incluiu Temas de Cururus, a partir de pesquisa na cidade. Ela também gravou Piracicaba, de Newton de Almeida Mello, e Rio de Lágrimas, de Lourival dos Santos, Piraci e Tião Carreiro.

SERVIÇO — Missa em Homenagem a Inezita Barroso. Quarta-feira, às 19h, na Igreja São Judas Tadeu (avenida Independência, 3.747). Entrada gratuita. Informações: (19) 3422-2173.

Fonte: Jornal de Piracicaba 



Paixão de Cristo de Piracicaba une sonhos e emoção

31 de março de 2015 | Por admin

“Um mundo em ebulição. Um povo submetido, vivendo sob o jugo de uma potência estrangeira, que podia encarcerar, açoitar ou executar a seu bel-prazer”. Assim começa a história da 26ª Paixão Cristo. Uma introdução que reflete a necessidade de mudança daquela sociedade e a importância de uma nova visão de mundo, que surgiu com Jesus Cristo.

São as histórias que ensinam o ser humano a viver e que transmitem conhecimento para que as novas gerações vivam melhor. Não por acaso, são elas também que têm o dom de emocionar.

Jornal de Piracicaba apresenta algumas destas histórias, que dão sentido tanto à encenação quanto à vida.

A Paixão de Cristo é constituída por muitos anônimos. Fazem parte do elenco 380 pessoas, além de outras 80 que atuam na produção. Alguns têm o teatro como carreira ou atividade paralela à profissional, outros são voluntários que se sentem no ambiente da encenação acolhidos.

A cada ano se renovam as histórias de quem acabou de entrar, de quem tem mantido a experiência e de quem já é veterano na encenação.

Segundo o diretor desta edição, Raul Rozados, “o espetáculo reúne representantes de quase todos os grupos teatrais da cidade”.

Pelo terceiro ano consecutivo, Fábio Malosso, interpreta Jesus. O ator que iniciou suas atividades teatrais no espetáculo, atualmente faz parte de outros grupos da cidade, comprovando a importância da Paixão de Cristo na formação de atores.

Sobre esta edição ele contou que que se sente mais preparado em relação às outras. “Minha preparação está acontecendo há três anos. Mas acho que emoção triplica.”

Digão Vicente, 38, participa pela primeira vez com um personagem de destaque, Pôncio Pilatos. Ele contou que fez o teste a convite de amigos. “Tenho uma família católica, que já participou de via crucis, então é muito especial integrar a montagem”.

O dublador e locutor relatou que estava se sentindo preparado com os ensaios em sala, até chegar no Engenho Central. “Tudo é tão grande e este tamanho assusta. Mas estou muito feliz”, afirmou. Residente em Sumaré, ele contou que veio para Piracicaba para poder “respirar a arte do teatro”.

Maxianne dos Santos, 33, tem a família envolvida na encenação. Atualmente ela interpreta o povo. “São 18 anos que participo. Eu vi no jornal e resolvi que queria fazer. Só que eu era menor então minha irmã teve que me acompanhar. Ela só não está este ano porque logo terá uma mais uma filha”.

Maxianne ressaltou que a vida dela foi construída com a Paixão de Cristo. “Aqui eu conheci meu primeiro namorado e fiz amizades. Nos cuidamos como uma família”.

A figurante também está fazendo a codireção desta edição, ajudando o diretor Raul Rozados a “tomar conta do povo de Jerusalém”.

O cenógrafo Julio Birer Lourenço está no espetáculo desde 2008 e há quatro anos dedica-se a deixar o cenário e figurino condizente com a época e com a encenação. Neste ano ele teve o desafio de fazer a cidadezinha onde fica o povo, uma série de pequenas casas que revelam o cotidiano daquelas pessoas.

“Eu já trabalhava com teatro quando morava em Santa Catarina. Mudei para Piracicaba e comecei a fazer parte o espetáculo até que me convidaram para fazer este trabalho. Prefiro agora ficar de fora para ver melhor”. Ele contou que é uma tarefa que exige imaginação. Existe um cenário já pronto, mas os detalhes cabe a ele construir de acordo com os pedidos dos diretores e produção.

Mesmo que o trabalho seja desafiador, ele ressalta que se sente compensado. “O público enxerga tudo. Mas no final é recompensador ouvir os aplausos.”

A Paixão de Cristo também significa futuro nas artes. De acordo com o aposentado Antônio Sampaio, 71, que está interpretando o apóstolo Pedro, ele foi convidado o ano passado por um grupo de teatro. “Eles queriam uma pessoas com o meu perfil e acabaram me encontrando aqui”. Ele contou que a família o incentiva e tem orgulho desta sua atividade.

ENCONTRO — A história do adolescente Leonardo Moraes, 17, reúne emoção, a conquista de um sonho e a superação de todos os dias conviver com a saudade. Ele contou que sempre foi incentivado pela mãe a fazer teatro. “A minha história com a Paixão de Cristo e com o teatro envolve o sonho dela. Minha mãe dizia que queria que eu atuasse no espetáculo e me incentivava também a entrar no teatro”.

Esse estímulo aconteceu há cerca de seis anos, quando ele tinha apenas 11 de idade. Apesar de o desejo dela ter se tornado realidade, ela nunca conseguiu o ver atuando. “Ela morreu um mês antes da minha primeira estreia.”

Na época em que ela ainda estava viva, Moraes tinha entrado no programa Movimentação Cultural da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), onde fez teatro com as oficineiras Patrícia Lopes e Eva Prudêncio. “Depois entrei na Ceta (Companhia Estável de Teatro Amador) e atualmente também estou no curso de artes cênicas do Senac”.

O ator, que está interpretando Satanás na Paixão de Cristo, relatou que a primeira vez que participou da encenação ficou muito emocionado ao lembrar do sonho da mãe. “É muito difícil, mas também gratificante. Sinto que ela teria orgulho de mim. Por esta razão, a montagem é mais Paixão de Cristo, é uma motivação, faço porque quero ser ator e faço por ela.”

SERVIÇO — 26ª Paixão de Cristo de Piracicaba. De 29/03 a 5/04, às 20h, no Engenho Central (avenida Maurice Allain, 454). Ingressos: R$ 10 e 20 (arquibancada); R$ 30 a R$ 50 (camarote individual); R$ 250 a 450 (camarote para 10 pessoas). Compras online: bilheteriarapida.com.br/paixaodecristo. Estacionamento: R$ 10 e R$ 20. Informações: (19) 3419-7888 (Guarantã).

Fonte: Jornal de Piracicaba 



Piracicabano vai gravar 80 clipes ao redor do mundo

25 de fevereiro de 2015 | Por admin
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Em uma versão resumida, o projeto Around The World in 80 Music Videos é definido pelos seus produtores como uma viagem pelo mundo em “80 takes”. Entretanto, há muito mais por trás dessa frase. A ideia pioneira do diretor piracicabano Leo Longo e a co-diretora do projeto e produtora Diana Boccara visa criar uma rede mundial de produtores culturais e colaboradores.

Eles vão percorrer 18 países e gravar a cada semana um videoclipe com bandas que façam parte da cena local.

Eles começam o projeto em Piracicaba, gravando o primeiro clipe plano sequência da série no bairro Monte Alegre, com a banda Vanguart.

Sempre com um passo de quatro meses de antecedência para cada ação que irão desenvolver, o casal se prepara para iniciar as filmagens e colocar o pé na estrada.

O projeto Around The World in 80 Music Videos começou a ser criado há um ano, mas a primeira semana do projeto começa em 1º de março. Depois disso, Longo e Diana terão pouco tempo de descanso nas próximas 80 semanas, ou seja, durante 18 meses. Isso porque a cada semana eles compartilharão na internet dois vídeos, um clipe e outro com os bastidores das filmagens.

Conforme explicou o diretor, todas as bandas escolhidas para fazer parte do projeto têm um perfil específico. “São três os principais critérios para a escolha das bandas, primeiro é a identificação entre nós, que tivesse um trabalho independente; o segundo que fossem bandas de rock ou de seus subgêneros; e o terceiro é que usassem a web como meio de comunicação e divulgação de seus trabalhos”.

De acordo com Longo são critérios bastantes subjetivos, mas o resultado é uma lista de bandas que como eles toparam fazer um trabalho autoral e independente. “Um projeto pioneiro que estará presente no mundo todo”.

No Brasil estão confirmadas Vanguart, Pato Fu, Vespas Mandarinas, Selvagens a Procura de Lei e Vivendo do Ócio. Ainda fazem parte dos desejos dos produtores culturais Beirut, Alabama Shakes, Bele and Sebastian, entre muitos outros.

Por mais estranha que a frase possa parecer, o inesperado é o que o casal mais espera para as viagens que estão por vir. Experientes em reality show, o casal vê o Around The World como um projeto em construção. “Tudo é possível”, afirmou Diana.

Eles prevêem fazer os percursos de avião, trem, carro ou qualquer outro meio de transporte que consigam. A expectativa de ambos é conseguir criar uma rede. “Do ponto de vista artístico, espero ver as bandas e colaboradores engajados. Estou ansioso para ver como vão reagir mundo a fora”, disse Longo.

A facilidade de acesso à internet foi o principal quesito na escolha dos lugares, por mais distantes que sejam, como Índia, Coreia do Sul, Hong Kong, Marrocos, entre outros.

Segundo o diretor, os cinco continentes estão incluídos. “Só não colocamos a Antártica porque não encontramos uma banda e acho que a conexão talvez não seja fácil também”.

Portugal, será o primeiro país da Europa visitado com a gravação com a banda Linda Martini, bastante conhecida no país.

A independência e a possibilidade de trabalhar a partir de uma rede de colaboração é o que está fazendo o projeto caminhar. Depois de seis meses tentando alguns patrocínios, Longo e Diana resolveram não esperar mais. Eles contam com ajuda dos produtores culturais e qualquer outro interessado, tanto para ajuda no transporte, quanto em hospedagem e mesmo para o trabalho da filmagem.

Monte Alegre será cenário para clipe – Na agenda do casal, Piracicaba será cenário para gravação em março. A banda Vanguart aceitou o convite e vai trabalhar com a música Eu Sei Onde Você Está.

O bairro Monte Alegre foi escolhido, segundo Longo, porque tem uma aura mágica. “Eu sou piracicabano e passei minha infância visitando o bairro. Sempre o achei muito mágico e queria fazer alguma coisa. Com colaboração do Balu (Wilson Guidotti Júnior) isso foi possível”.

Deste modo, além da beleza do local, o ponto de partida para o projeto tem ainda mais significado.

Segundo Diana, uma das propostas do projeto é gravar todos os videoclipes em plano sequência. “Essa será a linguagem que unirá todas as bandas. Também será um desafio conseguir criar filmes diferentes em cada local”.

A produtora também explicou que clipes serão peças oficiais das bandas. Mesmo parecendo uma grande aventura, eles estão encarando o projeto com responsabilidade. “É trabalho. Toda semana teremos que ter material para ser postado.”

Fonte: Jornal de Piracicaba 

 


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