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COMO MEDIR A SUSTENTABILIDADE DE UMA EDIFICAÇÃO?

8 de outubro de 2014 | Por admin
Universo-Jatoba-adriana-arquitetura-consciente

Existem inúmeros fatores que podem ser levados em conta quando falamos em sustentabilidade das edificações. Para mostrar, orientar e ajudar a entender todo o processo e atestar o quanto conseguimos atingir, foram criados alguns sistemas como o LEED (americano), HQE (francês), AQUA (brasileiro baseado no francês) e BREEAM (inglês).

O mais conhecido no Brasil é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), criado pelo USGBC (United States Green Building Council). No Brasil, temos o GBC Brasil que o representa e já temos vários empreendimentos certificados ou em processo de certificação.

O LEED, para cada tipo de empreendimento possui um guia de referência que distribui em algumas categorias, pontuações a serem conquistadas, mediante apresentação de comprovações, cálculos, laudos, testes laboratoriais, etc. É um sistema bem sério.  A depender da pontuação a edificação ganha um selo. Hoje estes selos podem ser Certified (40 a 49 pontos), Silver (50 a 59 pontos), Gold (60 a 79 pontos) ou Platinum (80 pontos ou mais).

Independente de certificar ou não um empreendimento ou edificação, é importante sempre adotarmos as melhores práticas, escolher o que vai ser mais benéfico ao meio ambiente. Vejo estes sistemas mais como guias, nos mostrando quais os melhores caminhos a seguir.

Foto: Thinkstock

Fonte: Universo Jatobá



Aprenda a fazer uma horta orgânica dentro de casa

11 de abril de 2014 | Por admin

Horta orgânica: comida saborosa, saudável e sustentável.

Cultivar uma horta orgânica, independente do tamanho e da variedade de alimentos plantados, é sempre bom. Bom para a saúde e o bem-estar da família, que irá ingerir alimentos mais saudáveis e livres e agrotóxicos, e também para o meio ambiente, que deixará de receber produtos químicos e ter seus recursos naturais, como solo e água, explorados de forma insustentável. Fazer uma horta em casa aumenta o seu contato com a natureza e economiza nas feiras e supermercados.

É preciso ficar atento e tomar alguns cuidados na hora de montar a sua horta. Elas podem ser feitas em todos os tipos de casa e apartamentos, só precisam ser adaptadas ao espaço e aos recursos disponíveis.

Preparativos

Confira o clima, o solo, o local de plantio e as espécies antes de começar sua horta/Foto: Almargem

Antes de iniciar sua horta, fique atento aos seguintes fatores:

Clima – ele é determinante na adaptação de certas culturas e deve ser levado em consideração na seleção de variedades. As diferenças entre estações, quanto à temperatura e volume de chuva devem ser verificados, servindo como base para um calendário de épocas de plantio.

Solo – muita atenção ao tipo e cuidado do solo. O solo é considerado um organismo vivo, que interage com a vegetação em todas as fases de seu ciclo de vida. Devem ser analisados em seus aspectos físico (textura e estrutura), químico (nutrientes) e biológico (organismos vivos existentes no solo).

Local – o lugar da instalação da horta tem de ser de fácil acesso, maior insolação possível, água disponível em quantidade e próxima ao local. Não devem ser usados terrenos encharcados. Os canteiros devem ser feitos na direção norte-sul, ou voltados para o norte para aproveitar melhor o sol. No local da horta não é aconselhavel a entrada de galinhas, cachorros ou coelhos.

Espécies – escolha com cuidado o tipo de vegetal que você irá plantar. Cada espécie precisa de um tipo de tratamento e possui um ciclo de crescimento próprio. Informe-se na hora de comprar as mudas e sementes e verifique se aquele tipo irá se adequar à sua horta.

Dentro de casa

Dentro de casa, prefira os vasos e as espécies menores, como temperos/Foto: Drang

Para montar uma horta em espaços pequenos, como apartamentos, prefira os vasos. Eles podem ser de qualquer tamanho, apenas assegure-se de só plantar espécies que irão se adaptar ali.

Passo a passo:

1. Escolha um vaso com furos;

2. Encha um terço do vaso com brita ou pó de brita, para a drenagem;

3. Coloque uma mistura de duas partes de terra, uma parte de composto orgânico e uma parte de húmus até a borda do vaso;

4. Espalhe um pouco de areia;

5. Plante as mudas;

Em espaços médios

Use sempre adubos orgânicos, como os compostos/Foto: terracotabolsas

Se você dispõe de um espaço um pouco maior, pode plantar as espécies diretamente na terra, em um canteiro. Você pode cultivar os mesmo alimentos indicados para os vasos, além de outros, que precisam de mais espaço.

Passo a passo:

1. Revolver o solo com enxada ou pá, deixando a terra bem solta e fofa;

2. Misturar o composto orgânico;

3. Deixar o canteiro 20 centímetros acima do nível do terreno;

4. A largura do canteiro deve ser de no máximo 1,20 m;

5. Marcar os espaçamentos (exemplo: os pés de alface devem ficar a dois palmos um do outro);

6. Posicionar as mudas de maneira intercalada, em forma de triângulo, para evitar a erosão;

7. Misturar as sementes com areia e espalhar com a mão sobre o canteiro de maneira mais uniforme possível;

8. Regar pelo menos uma vez ao dia. Em regiões quentes, duas vezes ao dia até as mudas emergirem. Regar nas horas frescas, de preferência pela manhã.

Em espaços grandes

Hortas grandes exigem mais cuidados, mas a recompensa pode ser grande/Foto: blog visão

Se você possui uma área maior, como um terreno ou um amplo quintal, pode fazer uma horta mais estruturada e com maior variedade de alimentos. Essas dão mais trabalho, mas certamente você será compensado.

Passo a passo:

1. Monte a sua horta orgânica em uma área sem muito movimento. Se você tiver animais, coloque uma cerca de bambu, madeira ou outro material para que eles não entrem. Escolha um lugar que receba muito sol. Se você mora em uma região seca, é preciso ter uma fonte de água próxima.

2. Limpe a área que será plantada. Você precisa tirar as ervas, o capim, as plantas velhas e as pedras. Aproveite esses resíduos naturais para produzir seu próprio adubo natural.

3. Are a terra quando tiver limpado o terreno. Use enxada ou arado para remover bem. A terra deve estar úmida para ser arada.

4. Coloque o composto orgânico na terra para que ela seja mais fértil e as frutas, verduras e legumes cresçam facilmente. Espalhe uma camada de 4 cm de adubo e misture bem com a terra da superfície.

5. Para plantar, faça um desenho da sua horta. Informe-se sobre como cresce cada fruta, verdura e legume que você pretende plantar, como eles devem ser agrupados e qual é a distância necessária entre eles para um bom crescimento.

6. Faça sulcos a cada 30 cm, que atravessem a horta inteira. Isso organizará suas frutas e verduras e permitirá que você se desloque sem problemas pela plantação. Coloque tijolos, pedras ou madeiras dentro desses sulcos para poder andar sem pisar nas plantas.

7. Siga as instruções das embalagens das sementes. Informe-se sobre o crescimento e agrupe-as de acordo com as informações que você obteve ou as indicações de um especialista.

8. Proteja a sua horta contra pragas e insetos. Remova as ervas-daninhas que crescerem entre as plantas, já que elas absorvem a água que a sua horta precisa para crescer.

Dicas:

– Se o seu terreno é muito argiloso, acrescente areia junto com o adubo, para ele ficar mais permeável à água.
– A irrigação é fundamental para um bom crescimento. O sistema por gotejamento é o ideal.
– Você pode colocar palha nos sulcos para evitar o crescimento de ervas-daninhas.
– Os tempos de crescimento de cada verdura, cada fruta e cada legume são diferentes, assim como as estações do ano em que cada um deve ser plantado. Informe-se bem a respeito e confira a tabela abaixo para saber quando plantar cada muda.

Com informações do www.jardimdeflores.com.br, www.wiki.bemsimples.com e www.planetaorganico.com.br

Fonte: Eco Desenvolvimento



Embalagens: lavar ou não lavar?

25 de março de 2014 | Por admin

Afonso Capelas Jr.

Você lava as embalagens dos produtos consumidos em casa antes de jogá-las na lata de lixo com a boa intenção de viabilizar a reciclagem?

Se respondeu afirmativamente saiba que esta pode não ser uma atitude tão sustentável quanto se imagina. Você certamente está desperdiçando muita água potável e, de quebra, aumentando a quantidade de esgotos despejados nos sistemas de coletas da sua cidade.

Por outro lado, a prática da lavagem desses recipientes – de plástico, alumínio, aço, papelão ou vidro – evita, sim, a infestação por formigas, baratas, moscas e ratos. O que fazer?

“Não existe resposta pronta, nem fácil”, afirma Sandro Mancini, especialista em reciclagem de resíduos sólidos e professor do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Mancini deixa claro que lavar as embalagens não facilita em nada a reciclagem desses materiais, porque eles serão derretidos a altíssimas temperaturas. “Esses materiais vão cair em fornos com temperaturas altíssimas. Ou seja, um pouco de refrigerante, leite condensado ou vinho que estiver dentro de suas embalagens de alumínio, aço e vidro não fará diferença alguma. Vai virar fumaça que será neutralizada pelo sistema de tratamento de efluentes gasosos da empresa recicladora”, informa o especialista da Unesp.

De acordo com Mancini, o alumínio é derretido a 700 graus, em média, o aço a quase 2 000 graus e o vidro a 1 000 graus. Já o material plástico é derretido a temperaturas em torno de 200 a 300 graus. “Por terem temperaturas de fusão bem mais baixas os plásticos, ao contrário dos outros materiais, somente são derretidos depois de uma lavagem para retirar impurezas”.

Mesmo no caso dos plásticos, contudo, lavá-los em casa também pode ser considerado desperdício de água potável, de esforço e de tempo, de acordo com Mancini.

Ele toma como exemplo um frasco de maionese feito de PET, todo lambuzado. “Na indústria de reciclagem esse frasco vai ser moído, antes de tudo. Os flocos vão cair numa banheira com água de reuso, não potável. Por estar moído, essa lavagem será bem mais eficiente e a água será mais uma vez reutilizada até ficar nojenta. Depois ela será tratada e, provavelmente, voltará ao processo novamente, sem desperdícios”.

Mas e os problemas com os perigos da contaminação e com os bichos atraídos pelos restos de alimentos nas embalagens? “Por enquanto não há solução mágica para esse impasse”, reconhece o professor da Unesp. Em casa, tampar adequadamente o cesto de lixo pode resolver a questão. Em um depósito ou em uma cooperativa a situação se complica.

“Imagine uma cooperativa com milhares de latas de leite condensado com potencial de contaminação. É possível refletir, com razão, que uma lavagem feita em casa antes do descarte ajudaria. Mas também se pode pensar – e novamente com razão – que para o processo de reciclagem em si essa lavagem é desnecessária, pois essa lata vai ser derretida a 2 000 graus”.

Então, na dúvida, a recomendação é que se evite lavar as embalagens usadas para economizar água. Melhor ainda é perguntar ao catador que passa na sua rua que nível de limpeza é suficiente para a manipulação posterior. Ele saberá responder com precisão.

Fonte: Planeta Sustentável



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