Mostrando posts da categoria: Economia


‘Nada vai segurar o boom imobiliário’

14 de dezembro de 2018 | Por cemara

Sem surpresas negativas na economia em 2019, empresário espera um novo ciclo de crescimento para o setor
Entrevista com

Elie Horn, presidente do conselho de administração da Cyrela

Passada a fase mais dura da crise que derrubou a construção civil, um dos empresários mais emblemáticos do setor vê a aproximação de um “novo boom imobiliário” no País. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, diz o fundador e presidente do conselho de administração da Cyrela, Elie Horn. Ele acredita que, com a retomada da economia e com uma solução para a devolução de imóveis, que está em fase final de tramitação no Congresso, o setor vai viver uma virada de mesa a partir do ano que vem.

A companhia já sente os efeitos da recuperação do País e acumula em torno de R$ 800 milhões em vendas de outubro a novembro de 2018. “Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos”, diz o empresário de 74 anos. A incorporadora lançou neste ano uma nova marca, a Vivaz, com foco em empreendimentos populares, dentro do programa federal de habitação Minha Casa Minha Vida, que deve responder por 30% dos novos projetos nos próximos cinco anos.

O otimismo de Horn com o setor se estende ao futuro governo, cuja equipe econômica ele classifica como “sensacional”. O empresário é próximo do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem chegou a fazer negócios. Os dois investiram juntos, há cerca de dois anos, na criação da Hospital Care, empresa voltada para a compra e administração de hospitais no País. Os aportes foram feitos pelo fundo Abaporu, da família Horn, e pela gestora Bozano Investimentos, da qual Guedes era sócio e de onde agora está se desligando para assumir o cargo público a partir de janeiro.

Embora continue indo diariamente à Cyrela, Horn se afastou das tarefas executivas do dia a dia e passou o bastão da presidência para os filhos Raphael e Efraim. Ele está fazendo um tratamento contra o Mal de Parkinson, doença que o acomete há quase seis anos. Mas a maior parte do seu tempo está voltado para a prática do judaísmo, da filantropia e para reuniões com outros empresários em busca de doações para causas sociais.

Em parceria com Rubens Menin, controlador da MRV, Horn lançou neste mês a ONG Bem Maior, que atuará na conscientização e na mobilização da sociedade civil para fomentar ações sociais. A meta do movimento é dobrar a participação das doações empresariais em relação ao PIB brasileiro nos próximos dez anos, passando de 0,2% para 0,4%. O próprio empresário está puxando a fila, e já anunciou o compromisso de doar em vida 60% de sua fortuna estimada em R$ 3 bilhões para caridade. A seguir, trechos da entrevista.

Qual sua expectativa para o País em 2019?
Estou animadíssimo. A equipe técnica do governo é muito boa, a equipe econômica é sensacional. Acho que estamos vivendo uma virada. Nos últimos dois meses, temos visto muitos lançamentos e muitas vendas. Os números são muito bons. Tudo nos leva a crer que teremos ótimos quatro anos.

O sr. acredita que o governo tem capacidade de colocar em prática as reformas e acelerar o crescimento da economia?
O governo depende da economia. Ele não tem como se sustentar sem um bom resultado da economia. E como a equipe técnica é muito boa, acredito que vai dar certo.

A melhora esperada para o País vai chegar de modo relevante ao setor imobiliário?
Com certeza. O setor imobiliário depende do País. Se o País vai bem, o setor também irá.

O sr. planeja crescimento das operações da Cyrela no próximo ano?
Se Deus quiser, vai ter crescimento. O último bimestre está indo muito bem. Vendemos em torno de R$ 800 milhões neste bimestre de outubro a novembro. Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos.

E como estão os efeitos dos distratos?
O distrato é uma tristeza econômica, política e até moral, pois não é normal que o vendedor receba o apartamento de volta depois de vendido. O incorporador toca as obras com o valor recebido das vendas. Se tem de devolver o dinheiro do apartamento, como fica? A empresa morre. Só sobrevivemos por milagre. Temos um caixa sólido e bom planejamento, mas muitas empresas não sobreviveram.

O sr. ficou satisfeito com o teor da lei dos distratos? O projeto aprovado na semana passada no Senado, e que agora segue para a Câmara, prevê multa de até 50% para o comprador do imóvel que optar pela rescisão do negócio. Até então, a multa era decidida por juízes e oscilava entre 10% e 25%.
Se for aprovado, sim (risos).

Se a lei de distratos for mesmo aprovada, quais seriam as consequências imediatas para o setor?
Nós aumentaríamos os investimentos imobiliários. A regulamentação destrava decisões de investimento ao se gerar mais confiança e garantias. É uma virada de mesa. Daria início a um novo ciclo para o setor. Após superados anos de crise e com os distratos resolvidos, não tem mais nenhum problema que irá segurar o boom imobiliário. Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado. Nós crescemos 100% ao ano por dois anos seguidos lá trás. Isso foi muito indigesto.

Os problemas desse crescimento exagerado afetam o balanço da empresa ainda hoje. Isso está superado?
Infelizmente tivemos problemas do passado com sócios e empreendimentos locais (fora de São Paulo, local de origem da Cyrela), que mexeram com os resultados da empresa. Espero que não tenhamos mais surpresas negativas. E também tivemos muitos distratos, que afetaram os resultados. Foram R$ 9 bilhões de imóveis em distratos nos últimos cinco a seis anos, isso é uma fortuna. Uma empresa só aguenta isso se for muito bem preparada financeiramente. Acho que a partir de 2019, sem mais surpresas negativas, iremos entrar em resultados positivos por muito tempo.

Como a Cyrela vai se posicionar nesse potencial ciclo de crescimento?
Temos de vender bastante e aproveitar todas as faixas do mercado possíveis. Erramos ao atrasar a entrada no Minha Casa Minha Vida, mas finalmente entramos. Esse mercado é a cara do País. Até alguns poucos meses atrás, as únicas empresas do setor que ganhavam dinheiro eram aquelas que estavam no Minha Casa.

Há segurança de que o novo governo dará continuidade ao Minha Casa Minha Vida?
O Minha Casa e o Bolsa Família sustentam uma grande parte da população. São dois projetos que não devem cair. E quem não fizer o Minha Casa corre o risco de ficar alienado, porque o programa já responde por mais da metade do mercado. Olhando o futuro da Cyrela nos próximos cinco anos, acreditamos que os lançamentos do Minha Casa sejam em torno de 30%, enquanto os projetos de médio e alto padrão, 70%. Mas isso pode variar.

O sr. criou uma nova ONG. Qual o objetivo dela?
Ela se chama Bem Maior e engloba um conjunto de dez causas, como combate à pobreza, defesa do meio ambiente, ataque à corrupção na política, auxílio aos idosos, e assim por diante. A ideia é promover a cultura da doação e cutucar o povo brasileiro a doar mais. Nossa meta é multiplicar por dois o PIB social brasileiro, de 0,2% para 0,4%. Já temos uma presidente para a ONG, que é a Carola Matarazzo. Ela foi presidente da Liga das Senhoras Católicas por 18 anos, tem muita experiência. Quem não doa dinheiro, não doa dedicação de si, não doa o que puder, vai sofrer na alma. O dinheiro foi feito para gerar prosperidade. A lei de Deus é dar, não só guardar.

Fonte: Estadão



Smart Cities: mais qualidade de vida para o futuro

21 de novembro de 2018 | Por cemara

Neste mês, comemoramos o Dia Mundial do Urbanismo. Graças às novas tecnologias, as novidades que surgem ao redor do tema têm trazido benefícios a favor das pessoas e do modo como vivem.

Um dos assuntos do qual muito têm se falado são as cidades inteligentes. Você já ouviu falar sobre as smart cities? Elas utilizam energia limpa, reaproveitam a água, tratam o lixo, compartilham produtos, serviços e espaços, se deslocam com facilidade e usufruem de serviços públicos de qualidade. Além disso, as cidades inteligentes criam também laços culturais que unem seus habitantes, propiciam desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida.

Parece um futuro distante, mas ele pode estar mais próximo do que imaginamos! Em busca do conceito Smart City, cidades de todo o planeta irão investir entre US$ 930 bilhões e US$ 1,7 trilhões ao ano até 2025. Porém, mais do que investimentos, a cidade também irá precisar de iniciativas inteligentes do poder executivo e legislativo.

Fóruns mundiais, como o Smart City Business America, têm se reunido para apontar soluções e oportunidades de negócios no mercado. O objetivo é que as cidades promovam ideais como inclusão, aproximação, conectividade, relacionamento e compartilhamento. O conceito aborda, também, a verticalização das cidades, com práticas sustentáveis e encurtando distâncias com soluções inteligentes de transporte, com o carro deixando de ser sonho de consumo; e uma transformação legislativa.

As novas tecnologias vão permitir, ainda, que as pessoas possam trabalhar em casa, além de não precisarem se deslocar para adquirir o básico ou resolverem problemas burocráticos. Também terá o fim de prédios comerciais como conhecemos. Já os prédios residenciais ganharão novos conceitos e funcionalidades.

Assim, os próximos anos serão de transformações nos grandes centros urbanos. O conceito das Smart Cities tem ganhado força em todos os continentes e, em breve, seus benefícios estarão presentes em nossas vidas, apostando na inclusão, em soluções compartilhadas e em serviços públicos eficazes, e a oportunidade de viver em uma sociedade ideal.

FONTE: AECweb



Brazil GRI aborda cenário político e perspectivas para 2019

9 de novembro de 2018 | Por cemara

O segundo e último dia do Brazil GRI 2018 começou com um painel especial com o jornalista William Waack. Ele trouxe a sua perspectiva acerca do cenário político após o período eleitoral, marcado por forte polarização e indefinição, o que gerou instabilidade e incertezas nos mercados, incluindo o imobiliário.

“Estamos em um momento de profunda transformação”, ressaltou Waack ao abrir o segundo dia da 9ª edição do encontro. Entre outros pontos, ele fez uma análise dos recém-nomeados Sérgio Moro (futuro ministro da Justiça) e Onyx Lorenzoni (futuro titular da Casa Civil).

Nesta quarta-feira, o evento foi pautado por discussões sobre o mercado residencial para renda, o segmento de self-storage, o futuro dos shoppings, o que esperar para o ramo de loteamentos em 2019 e um dos principais desafios para a indústria como um todo, os distratos, além de outros importantes assuntos.

cemara1

Consolidado evento dos grandes líderes do setor imobiliário, o Brazil GRI reuniu cerca de 300 empresários, investidores e executivos de alto escalão que atuam nesse mercado no País. No total, foram analisadas 22 questões fundamentais para o direcionamento dos planos e estratégias de curto e médio prazos.

Realizado no hotel Grand Hyatt São Paulo, o encontro foi aberto por Christoph Schumacher, líder global da área imobiliária do Credit Suisse Asset Management. Entre outros pontos, ele abordou sua visão a respeito dos diferentes tipos de ativos imobiliários, os impactos da evolução tecnológica sobre o setor e tendências para os próximos anos.

Dados exclusivos

cemara2

Ainda no primeiro dia, foram apresentados, em primeira mão, os resultados do Termômetro do GRI Club Real Estate, que ouviu 175 players do setor após a corrida eleitoral. Mais de 82% dos 175 empresários, investidores e altos executivos de companhias do mercado imobiliário atuantes no País ouvidos pelo GRI Club entre 29 de outubro e 1º de novembro dizem nutrir expectativas boas ou excelentes quanto ao novo governo federal, a partir da posse de Jair Bolsonaro.

A pesquisa completa será disponibilizada, em breve, aqui no GRI Hub.

Sobre o Brazil GRI

O Brazil GRI chega à sua nona edição consagrado como o mais prestigiado evento do setor imobiliário em território nacional. As discussões seguem o tradicional formato do GRI, em que todos os presentes têm liberdade para dialogar e compartilhar experiências de igual para igual, podendo escolher se engajar nos assuntos que lhes sejam mais pertinentes.

Neste ano, estiveram presentes Adriano Mantesso (Ivanhoé Cambridge), Brian Finerty (Equity International), Carlos Martins (Kinea Investimentos), Karl Kreppner (Cadillac Fairview Corporation), Marcela Drigo (CPPIB), Marcelo Fedak (Blackstone), Max Lima (HSI), Ruy Kameyama (BR Malls), Ronald A. Rawald (Cerberus Global Investments), Patrick Mendes (AccorHotels) e Roberto Perroni (Brookfield Property Group), entre outros.

Já passaram pelo púlpito do Brazil GRI nomes como Ric Clark, senior managing partner e chairman do Brookfield Property Group e da Brookfield Property Partners; Jon Gray, então head global de Real Estate da Blackstone e hoje presidente da companhia; Sam Zell, chairman da Equity International; Barry Sternlicht, CEO da Starwood Capital; Henrique Meirelles, então presidente do Banco Central; Arminio Fraga, fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central; e Joaquim Levy, diretor-geral e financeiro do Banco Mundial e ex-ministro da Fazenda.

No último ano, para a abertura, foi realizada uma sessão especial sobre a evolução da sociedade e seus potenciais impactos sobre o mercado imobiliário nos próximos anos, com a participação de Dora Kaufman, Nabil Bonduki (ambos da USP), Patricio Fuks (WeWork) e Rossana Pavanelli (FGV). No segundo dia, a agenda teve início com um painel sobre o cenário político nacional para 2018 conduzido por Christopher Garman, managing director do Eurasia Group para as Américas.

Fonte: hub.griclub



São Paulo tem mais de 30 mil lotes em estoque

8 de novembro de 2018 | Por cemara

Especialista e profissionais do segmento dizem que o mercado está favorável ao investimento nesse tipo de produto imobiliário

 

loteamento em Americana

Americana. No interior, mercado de lote prospera. FOTO: CEMARA LOTEAMENTOS

O Estado de São Paulo tem 30,8 mil lotes novos para venda em estoque ante o total de 173,6 mil lançados de janeiro de 2012 a junho de 2018. Os dados são de pesquisa realizada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) em parceria com a Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo) e Brain – Bureau de Inteligência Corporativa.

A amostragem tem como base as 55 cidades que mais se destacam no segmento, representando 51% do total de projetos aprovados pelo Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Graprohab), de janeiro de 2013 a setembro de 2017.

No loteamento, a área total do terreno é subdividida em terrenos menores, os lotes. Eles devem ser entregues com todos os serviços básicos: rede de água potável, sistema de esgoto, pavimentação, eletrificação e iluminação pública.
“A infraestrutura é subterrânea. Além disso, fazemos todo o paisagismo e a conservação ambiental”, comenta Marcos Dei Santi, sócio-diretor da Cemara Loteamentos.

O presidente da Aelo e vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Secovi-SP, Caio Portugal, diz que os números do ano passado sugeriam que 2018 seria um ano de recuperação. “Essa projeção, entretanto, acabou não se cumprindo no primeiro semestre, em virtude da instabilidade política e da greve dos caminhoneiros.”

De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre de 2017 foram colocados no mercado 7,7 mil novos lotes em 25 loteamentos. No trimestre seguinte, o número caiu para 4 mil unidades em 10 loteamentos. Os números se repetiram nos três meses posteriores. O último período do ano teve aumento: 15,1 mil novos lotes lançados em 35 loteamentos.

Em 2018, porém, o número caiu para 4,5 mil lotes em 13 loteamentos lançados até o final do primeiro trimestre. O índice, no entanto, subiu para 5,6 mil no final do segundo trimestre, com valor global de vendas (VGV) de R$ 641 milhões.

As cidades com maior quantidade de lotes lançados no primeiro semestre deste ano foram: São José dos Campos (2.128), Campinas (1.552), São José do Rio Preto (1.045), Sorocaba (968) e Ribeirão Preto (881). Campinas também se destacou pelo VGV mais alto: R$ 222 milhões.

“Há tendência de diminuição da instabilidade no cenário econômico e é um bom período para avaliar as oportunidades das ofertas de lotes urbanizados”, afirma Portugal.

Professor de Marketing, Estratégia de negócios e Problemas Econômicos da Fundação Getúlio Vargas, Alberto Ajzental concorda. “Quem não quebrou ou perdeu o emprego, é menos provável que perca nos próximos anos, pois agora há um ponto de inflexão para melhor. Se o comprador está estável, é um bom momento para a compra de lote”, diz ele, que também é engenheiro civil e executivo financeiro do mercado imobiliário.

“O que define o preço é sempre a oferta e a demanda. Se a tendência é de o estoque diminuir, o preço tende a se manter ou aumentar”, acrescenta. De acordo com o professor, um lote pode chegar a valer 20% do valor do imóvel. “É um passo menor. Se tenho o sonho de ter um imóvel, o lote é muito mais acessível. É fácil comprar um lote, difícil é construir em cima dele (leia texto abaixo).”

O advogado Daniel Nunes, de 38 anos, adquiriu dois lotes em Piracicaba como forma de investimento. Morador de um apartamento, ele não descarta a possibilidade de, um dia, construir uma casa no local. “Buscamos tranquilidade e segurança. Seria um refúgio.”

Além do investidor, outros perfis de comprador são o que compra para ter uma segunda residência em um local mais afastado, com verde e infraestrutura ao mesmo tempo, e o que vai morar no local.

Liberdade. A artesã Érica Corrêa, de 33 anos, comprou um lote de 390 metros quadrados de área em Itu para morar com os filhos de oito e 12 anos. “Sempre tive o sonho de morar em um lugar com área verde em que as crianças tivessem liberdade para brincar com segurança”, diz. Ela cita a localização tranquila, a infraestrutura de clube e o valor atrativo como motivos que a fizeram optar pela aquisição. “E, principalmente, para ter qualidade de vida melhor.”

Os loteamentos podem ser fechados ou abertos. O aberto é um bairro construído pelo empreendedor, em que não há infraestrutura de controle de acesso, portarias e muros. “É a nossa rua, nosso dia a dia. Quando fazemos um loteamento aberto é como uma extensão das ruas que já existem”, diz Fernando Albuquerque, sócio da Lote 5. Transportes públicos e veículos de visitantes têm acesso livre às ruas do loteamento.

O loteamento fechado, como o próprio nome diz, é mais restritivo. Possui infraestrutura física de controle de acesso, com portarias, muros e alambrados que protegem o perímetro. “Além disso, ele geralmente tem área de lazer e toda a estrutura de um clube”, conta Elias Zitune, diretor da Zitune Empreendimentos Imobiliários.

Neste caso, na implantação do loteamento, é formada uma associação de moradores, que será responsável pela administração do local. “Ela cuida da segurança, limpeza, jardinagem, portaria etc.”, diz Dei Santi. Os membros da associação pagam taxa mensal para a manutenção dos serviços. O loteamento aberto, em contrapartida, não pede contribuição financeira.

Segundo o estudo do Secovi-SP, a área média dos lotes em loteamentos abertos é de 209 m², enquanto nos fechados sobe para 364 m². O preço médio do m² de área privativa nos loteamentos fecha também é maior: R$ 558 ante R$ 415 nos abertos.

Comprador de lote deve arcar com a construção

Comprar um lote pode ser financeiramente mais vantajoso, mas o interessado deve se preparar para ser o responsável pela construção da casa. Isso envolve planejamento financeiro, escolher e se decidir por um projeto, comprar todo o material a ser utilizado, contratar profissionais para a execução da obra e fiscalizar se tudo está saindo de acordo com a previsão.

“Quando se compra uma casa pronta, já se tem acesso ao produto e não é preciso lidar com os percalços do caminho, porém paga-se mais caro. Quando você compra um lote e constrói, assume uma parte do ônus do processo de construção do dia a dia. Paga menos pela obra, mas se envolve mais”, afirma o professor o professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie Valter Caldana.

De acordo com ele, a construção de uma casa pode demorar 18 meses para ser concluída. “O profissional, arquiteto ou engenheiro, se certificará de que as qualidades imaginadas em conjunto com o cliente durante a fase de projeto sejam cumpridas”, ressalta. Caldana diz que as questões envolvendo gerenciamento, como prazo de entrega e controle do fluxo de uso dos materiais, são as que mais causam problemas e atrasos no processo de construção.

Apesar dos possíveis contratempos, o professor também cita vantagens. “Existe a certeza da qualidade dos materiais empregados, há mais segurança na manutenção futura e a certeza de ter um imóvel que se encaixe em suas necessidades, seu modo de vida e no seu orçamento, que será absolutamente respeitado. Portanto, você vai extrair mais por cada real investido.”

Um segundo ponto importante a se observar na compra de um lote diz respeito a verificar se o loteamento não é clandestino. “A primeira diferença escancarada e que o consumidor pode identificar é a falta da documentação regular. Outro sinal claro de que se trata de um lote clandestino é o preço de venda. Nesse sentido, como em qualquer compra, o consumidor deve pesquisar e desconfiar se o valor está muito abaixo do mercado”, diz o presidente da Aelo, Caio Portugal.

Esses loteamentos não cumprem os requisitos estabelecidos pela Prefeitura, como implantação de escoamento de águas da chuva, iluminação pública, tratamento de esgoto, abastecimento de água potável e eletricidade e iluminação pública. Além de enfrentar problemas de estrutura, o adquirente fica sujeito até a perder o lote, já que qualquer contrato de compra perde a sua validade quando seu objeto for ilícito.

Fonte: https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/sao-paulo-tem-mais-de-30-mil-lotes-em-estoque/

Também foi publicado em:

https://www.abecip.org.br/imprensa/noticias/sao-paulo-tem-mais-de-30-mil-lotes-em-estoque
https://blog.movingimoveis.com.br/sao-paulo-tem-mais-de-30-mil-lotes-em-estoque

 

 



Municípios médios podem superar mais rápido a crise

7 de dezembro de 2017 | Por cemara

O Índice de Cidades Empreendedoras (ICE 2017), elaborado pela Endeavor, aponta que a saída da crise econômica começa pelo interior. Os dados mostram alta capacidade de reação dos municípios de médio porte, cujo papel deve ser fundamental na retomada. Um dos exemplos é Sorocaba (SP), líder no ranking de mercado.

Uma das principais economias municipais, quando analisado o Produto Interno Bruto (PIB), Sorocaba registrou crescimento de 5,18% no PIB entre 2012 e 2014. No mesmo período, a média brasileira ficou em 2,25%. O município apresenta ainda bom PIB per capita (R$ 51,26 mil em comparação a R$ 37,16 mil de média nacional, segundo o IBGE) e considerável volume de compras públicas – indicadores da potência do mercado consumidor.

Outro destaque vem de Blumenau (SC), com crescimento de 7,75% do PIB no período. A base de empresas exportadoras residentes no município dá musculatura à economia local. A lista inclui ainda São José dos Campos (SP), Campinas (SP) e Joinville (SC). “Notamos um processo de descentralização e interiorização da economia, o que é bom para o país”, destaca Marcello Baird, gerente de mobilização da Endeavor em São Paulo e professor de relações governamentais em cursos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Segundo ele, o fortalecimento da economia em cidades do interior e até mesmo em capitais de menor porte traz robustez para o ambiente de negócios no Brasil. “No interior há excelentes centros de formação de mão de obra, boa infraestrutura e qualidade de vida. Fatores que atraem os empreendedores”, destaca. A fixação de companhias no interior também é reflexo, lembra Baird, da mudança da vocação econômica dos grandes centros. São Paulo, por exemplo, avança em segmentos como a economia criativa. “A atividade industrial na capital paulista tornou-se custosa, incentivando a migração das fábricas”, exemplifica.

Polos de tecnologia – como os de Florianópolis (SC), Campinas (SP) e São José dos Campos (SP) – são berços para empresas da nova economia e oferecem uma combinação poderosa na atração de empreendimentos: mão de obra qualificada e custo de vida mais baixo. “Também estão próximas da capital paulista, o que facilita acesso ao mercado financeiro”, adiciona Baird. Segundo o especialista, ainda é preciso fortalecer o acesso ao capital no interior para ampliar o dinamismo das cidades.

Já o Nordeste, explica Pedro Almeida, o coordenador da Endeavor na região, tem trabalhado para eliminar a burocracia. A meta é promover o nascimento de companhias e reduzir a informalidade. “É preciso criar condições para o empreendedor atuar nas cidades nordestinas, que apresentam inúmeras oportunidades”, diz.

Segundo o ICE 2017, dentre as dez cidades mais bem colocadas no quesito tempo de processos, seis são capitais da região Nordeste. O indicador considera o tempo gasto na abertura de empresas e na regularização de imóveis, além da taxa de congestionamento de tribunais. Aracaju (SE) manteve a primeira posição da lista, seguida por Fortaleza, que ficou com a 32ª posição no ano passado. “Foi grande a evolução da capital cearense”, reforça Almeida. Natal, também subiu no ranking de tempo de processos, passando de 14ª para quinta colocada.

Entre as demandas para atrair mais empreendedores, Almeida aponta o desenho de políticas públicas capazes de garantir a continuidade e a sustentabilidade dos negócios na região. Na última década, o Nordeste foi destino para importantes investimentos em infraestrutura, o que promoveu polos econômicos como Recife (PE), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Além de cidades interioranas como Campina Grande (PB), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), estas duas últimas no Vale do Rio São Francisco. “Os investimentos em infraestrutura melhoram o escoamento da produção, demonstrando que atuar no Nordeste é uma boa opção”, afirma.

Fonte: Valor Econômico



Energia solar é alternativa econômica e sustentável para quem está construindo

16 de novembro de 2017 | Por cemara

CEMARA_JOB_2204_17_POST_17_11_CI_ENERGIA_SOLAR    

A CPFL Energia lançou a Envo, empresa voltada para a atuação no mercado de geração distribuída solar para clientes residenciais e comércios de pequeno porte.

Investir em um projeto de geração solar para residência ou para o pequeno comércio é uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentar os desafios do setor elétrico nos próximos anos. Uma ótima opção para quem tem projetos para construir sua casa própria. Ainda mais no Brasil, onde os índices de insolação são maiores do que outros países.

Pensando nisso, a CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, anunciou neste ano, a criação de uma nova empresa, a Envo, que significa “Energia para você”, voltada para a atuação no mercado de geração distribuída solar para clientes residenciais e comércios de pequeno porte.

“A geração e distribuição de energia solar é um dos mercados mais promissores do setor elétrico brasileiro e a aposta neste segmento está em linha com os esforços do Grupo CPFL em desenvolver novos negócios voltados para a economia de baixo carbono, como investimentos em energia renovável, eficiência energética e a digitalização da rede elétrica, além das pesquisas na área de mobilidade elétrica e armazenamento”, disse o presidente da CPFL Energia, Andre Dorf.

Com a Envo, a CPFL Energia amplia o porfólio de produtos e serviços energéticos oferecidos aos consumidores e consolida uma nova etapa no relacionamento do Grupo com este novo consumidor cada vez mais consciente e exigente. O foco inicial de atuação da Envo será nos municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Com isso, o ser- viço estará disponível para Jundiaí, Sorocaba, Vinhedo, Hortolândia, Indaiatuba, Valinhos, Paulínia, Americana, Itatiba, Jaguariúna, Piracicaba, Sumaré e Pedreira, além de Campinas e outras regiões.

Economia

Com a energia solar, o consumidor passa a produzir a sua própria energia, e reduz em até 95% o valor da conta de luz. Quando o consumo é menor do que o volume gerado, a diferença se torna um crédito que é usado para reduzir a fatura da conta de energia elétrica, que ainda é necessária para atender ao consumidor na falta de energia solar.

Além da economia para o bolso do cliente, a geração solar também contribui para o meio ambiente, por ser uma energia limpa e renovável, reduzindo a demanda pela ener- gia das fontes mais caras e poluentes. Os outros benefícios da geração distribuída são: aumento da segurança energética, redução das perdas de energia e diminuição do custo global de operação do sistema.

O modelo de negócio prevê que a companhia seja responsável por todas as etapas de um projeto para o cliente. A Envo atuará desde a concepção técnica (avaliando itens como consumo de energia, condições estruturais do imóvel, níveis de irradiação solar e de som- breamento no local), passando pela revenda e instalação da solução completa, até a homo- logação do consumidor junto à distribuidora, intermediando, ainda, o processo de instalação do medidor digital.

Clientes interessados em desenvolver um projeto de geração distribuída solar têm à disposição um simulador no site da Envo (www.envo.com.br), que – a partir da inserção das informações do consumo mensal de energia e do local do imóvel – sugere uma referência de projeto para a unidade consumidora.

A simulação aponta o tamanho do projeto, a quantidade de placas solares, a área mínima necessária para colocação dos painéis, a produção de energia em 12 meses e o investimento total.



Trem de passageiros ligará Americana a São Paulo

4 de setembro de 2017 | Por cemara

O presidente da República Michel Temer garantiu na manhã desta terça-feira (28), em Brasília (DF), que o Trem Intercidades, que ligará São Paulo à Americana (SP), será incluído no programa de concessões da União. A informação foi confirmada durante audiência no Palácio do Planalto com o deputado federal Vandelei Macris (PSDB-SP), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado Cauê Macris (PSDB), e o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado, Clodoaldo Pelissioni.

Temer também garantiu que o Governo Federal vai ceder a faixa de domínio da ferrovia, inclusive marcando a assinatura do documento que garante essa permissão para abril.

O uso da faixa de domínio do transporte de cargas era um dos entraves para a viabilidade do Trem Intercidades.

De acordo com Vanderlei Macris, Temer se mostrou entusiasmado com o projeto. “O presidente percebeu a importância do retorno do transporte ferroviário de passageiros e autorizou a inclusão do projeto que já se encontra na Secretaria Executiva do Programa de Parcerias para Investimentos”, ressaltou.

O segundo desafio vencido foi a concessão da linha férrea do transporte de cargas. “A estrutura já existe a partir da linha férrea do transporte de cargas, sem a necessidade de desapropriações ou licenças ambientais, faltava apenas o aval para que a as duas modalidades, carga e passageiros, pudessem compatibilizar”, completou Macris.

Fonte: https://portaldeamericana.com/2017/trem-de-passageiros-ligara-americana-sao-paulo/



As 5 lições das melhores empresas para trabalhar

1 de setembro de 2017 | Por cemara

CEMARA_JOB_1540_17_POST_30_08_ADMINISTRADORES

Em agosto foi divulgada a edição 2017 do ranking Great Place to Work (GPTW), que certifica empresas que desenvolvem e implementam estratégias de valorização do ambiente de trabalho e dos colaboradores. Essa é a 21ª edição em que as companhias são reconhecidas por boas práticas e que beneficia sua reputação como empregadora.

Mas quais os benefícios da empresa em investir em um ambiente de trabalho agradável? É comum que alguns empresários e líderes se questionem a respeito do retorno sobre o gasto com um ambiente agradável e, ao mesmo tempo, desafiador – ainda que inúmeras pesquisas científicas demonstrem a importância desse fator para a criatividade e produtividade, como os trabalhos da psicóloga Teresa Amabile. Afinal, os profissionais precisam valer mais do que o próprio salário e os impostos da folha de pagamento?

A resposta é óbvia e o motivo é bastante claro: as empresas não estão colocando dinheiro numa causa filantrópica. Elas obtêm resultados perceptíveis.

“O público interno é o maior drive de reputação de uma empresa. O funcionário que se sente bem, recebe bem os clientes, atende com boa vontade e trabalha com prazer. Ele fala bem da empresa aos amigos e para a sua rede de contatos”, explica Tatiana Maia Lins, consultora de reputação organizacional e diretora da Makemake.”Um local onde as pessoas se sentem bem tem menos fofoca, menos ruído de comunicação, menos silêncio organizacional, tem mais confiança e melhor produtividade”, completa.

A consultora destaca ainda que as faíscas que estouram as grandes crises de imagem no varejo e em organizações de outros setores têm origem no ambiente de trabalho. “São os funcionários que se sentem oprimidos, desvalorizados e trabalhando em condições desfavoráveis que colocam a boca no trombone, expondo os problemas”, diz.

Para os funcionários, trabalhar em uma empresa que valoriza o ambiente de trabalho agrega benefícios diretos não apenas para o cotidiano, mas também para a carreira no longo prazo. Torna-se uma relação onde os dois lados ganham.

Já sabemos que investir nas pessoas é vantajoso e que não investir pode ser desastroso. Mas para onde devem ser direcionados esses investimentos e como saber se eles estão trazendo os resultados esperados? Como desenvolver e gerir uma estratégia de valorização do ambiente de trabalho?

Para responder a essas questões, falamos com os representantes de algumas empresas premiadas em edições locais e nacionais do GPTW. Dentre todos os fatores, estratégias e programas citados, destacamos as cinco principais.

Formação de novos líderes
Universidades corporativas, programas de trainee e treinamentos junto aos colaboradores são medidas fundamentais para preparar as gerações que irão assumir o comando da empresa. A Schmersal, empresa de segurança para máquinas industriais e a 4ª melhor empresa para se trabalhar no Brasil na categoria médio porte/multinacionais, trabalha em parceria com instituições de ensino.

“Este ano contratamos a Fundação Dom Cabral para um treinamento com todas as lideranças da empresa. A Schmersal também fornece bolsa de estudos de formação e línguas e a cada vaga que surge buscamos candidatos internamente”, afirma Cláudio José Rosa, gerente de recursos humanos da companhia.

Uma universidade corporativa é diferente de programas de treinamentos: sua função é direcionar o aprendizado em direção a objetivos estratégicos específicos da empresa. Apesar de os cursos terem nível de pós-graduação, o Ministério da Educação (MEC) deixou de reconhecer os programas de Universidades Corporativas em 2011. Desde então, tais cursos são classificados como “cursos livres” — à época, existiam cerca de 400 instituições não-educacionais credenciadas e outras 134 esperando autorização. Mesmo sem reconhecimento oficial, os cursos de universidades corporativas oferecem um ganho significativo de conhecimento para o colaborador e um ativo estratégico para a companhia.

Qualidade de vida como engajamento e satisfação
A 3M foi também uma das 150 melhores empresas também no ranking da GPTW, sendo destaque nos quesitos Ambiente e Qualidade de Vida. A companhia traz a inovação em seu DNA e é de lá que trazemos um exemplo muito interessante sobre esse aspecto. Mais precisamente de sua fábrica em Sumaré/SP, onde, em abril de 2016 foi, inaugurada a Alameda Saber Viver.

Trata-se de um espaço de serviços diversos dentro do complexo industrial que pode ser utilizado pelos funcionários a qualquer momento. Funcionam lá salão de beleza e barbearia, hortifrúti de produtos orgânicos, van com opções de açougue e outros alimentos congelados, pastelaria, lava rápido, produtos de papelaria entre outras ações frequentes, como os food trucks.

“A ideia veio da necessidade de trazer mais facilidades para os funcionários, de modo a melhorar a qualidade de vida e fazer com que eles tenham mais tempo de qualidade com suas famílias. Isso traz maior satisfação, maior engajamento dos funcionários com a empresa e consequentemente maior retenção”, explica Fernando Valle, diretor de Recursos Humanos da 3M Brasil.

Atenção à comunicação interna e transparência
Para evitar que a comunicação dentro da empresa fique ao sabor da espontaneidade e que os funcionários acabem irritados, mal informados, ineficientes e insatisfeitos, controlar o fluxo de informação é essencial. E esse controle deve ser fundamentado na transparência.

O plano adotado pela Cemara, empresa de loteamentos do interior de São Paulo que conta com 80 funcionários, foi a criação de comitês de trabalho sobre diversos assuntos. Marcos Dei Santi, vice-presidente de Novos Negócios e Operações da Cemara, explica que a ideia começou após a implantação do primeiro planejamento estratégico da empresa, em 2008.

“Decidimos criar comitês para dar mais transparência às informações, estratégias do rumo e negócios da empresa, delegar decisões e responsabilidades aos gestores. Essa é a espinha dorsal”, explica.

“Criamos também um manual da comunicação. Todas essas comunicações têm regras, normas, espaços definidos, o que e quando informar, tudo para manter nossa transparência para todos. Então houve um equilíbrio, todo mundo sabe o que se passa na Cemara”, conclui.

Atualmente, a empresa conta com 12 comitês de trabalho. O resultado foi um engajamento inédito dos colaboradores com os resultados da empresa, redução de turnover e maior produtividade. “Nos últimos dois anos, 18 funcionários pediram demissão ou foram desligados. Nossa produtividade e quantidade de clientes, os números continuam os mesmos com 20% a menos de colaboradores”, diz Dei Santi.

A Monsanto, que conquistou o 15º lugar no GPTW, utiliza a abordagem 70/20/10 — onde 70% do aprendizado vem das experiências no local de trabalho; 20% da aprendizagem é adquirida por meio de treinamentos e feedbacks; e 10% vêm através de treinamentos formais.

Apoio irrestrito à diversidade
Incluir a diversidade na pauta corporativa vai muito além de apenas adotar um discurso politicamente correto. Em primeiro lugar, porque a diversidade promove a criatividade, melhora o processo de tomada de decisões, a resolução de problemas, a inovação e a flexibilidade. Não existe argumento lógico contra isso — não por falta de tentativas.

Em segundo lugar, porque o convívio com pessoas oriundas de diversas realidades é um estímulo para o desenvolvimento de habilidades de inteligência emocional das pessoas que compartilham o ambiente de trabalho.

“Os ambientes de trabalho agradáveis são aqueles em que as pessoas se sintam acolhidas em suas diversidades, em que as não precisem vestir máscaras para trabalhar, em que elas se sintam respeitadas em suas opiniões e contribuições”, defende Tatiana Lins, da MakeMake.

Um dos quesitos que ajudaram a destacar a Monsanto entre as melhores empresas para trabalhar foi o apoio estratégico à diversidade. O programa conta com cinco pilares: Aliança LGBTA, PCDs Sem Fronteiras, Mulheres 360 e Raças e Gerações.

“Essa estratégia proporciona à Monsanto uma vantagem competitiva, pois acreditamos que é essencial ter diversidade de talentos e pontos de vista para se ter um ambiente mais inovador. É por isso que procuramos melhores talentos, independente da geografia, gênero, raça, crenças, orientação sexual, idade ou deficiência”, ressalta Carlos Brito, líder de RH da Monsanto na América do Sul.

Gamificação
O nome virou um modismo, mas, quando aplicado com um objetivo estratégico, a gamificação aumenta o engajamento e reduz o turnover de maneira sensível. É a aposta que a Microcity, empresa brasileira de outsourcing e TI premiada como a melhor de Minas Gerais no GPTW 2017 na categoria até 999 funcionários, vem fazendo nos últimos dois anos e obtendo bons resultados.

“É uma excelente estratégia para despertar o interesse e engajamento dos colaboradores com as metas corporativas, políticas de pessoas e também melhorar a experiência dos nossos clientes com a nossa empresa”, afirma Polianna Lopes, diretora de Gestão de Pessoas e de Marketing da Microcity.

A companhia criou um game de gestão chamado Liderix, que abrange indicadores estratégicos, programas de capacitação e desenvolvimento de equipes, políticas de pessoas e satisfação dos clientes. “O game traduz todos estes indicadores de forma clara, orientando-os muitas vezes no caminho que deve ser seguido”, conta Lopes.

Segundo a diretora, o programa aumenta o engajamento dos colaboradores e a compreensão dos líderes sobre os desafios cotidianos da gestão, “resultando em maior produtividade e entendimento da estratégia da empresa de onde estamos para onde queremos ir”.

Fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/as-3-licoes-das-melhores-empresas-para-trabalhar/121053/



Empresas compartilham serviços e custos de imóvel para serem mais rentáveis

18 de julho de 2017 | Por cemara

CEMARA_JOB_1326_17_POST_18_07_MATERIA

Com a crise econômica brasileira, muitas empresas ainda sofrem na busca de recursos para que consigam manter-se no mercado e buscam alternativas para este problema. Algumas delas encontraram uma solução para reduzir os gastos não só no processo de construção do espaço utilizado como também em sua manutenção: o compartilhamento de serviços.
Em um de seus empreendimentos, o CEI (Centro Empresarial e Industrial) Nove de Julho, em Americana, no interior de São Paulo, a Cemara Loteamentos decidiu apostar no modelo de compartilhamento de custos. Com 439 lotes e 750 m² cada, empresas de diferentes segmentos, que adquiriram os terrenos para construção de suas sedes, estão aproveitando a localização em comum para realizar negócios. Para dar apoio aos empresários, a empresa de loteamentos criou uma associação para o compartilhamento de serviços terceirizados, como recursos humanos, segurança, limpeza, empresa de alimentação, entre outros.
De acordo com Marcos Dei Santi, vice-presidente de Novos Negócios e Operações da Cemara, a ideia é que as empresas tenham uma redução nos custos de produtos e serviços de até 20%. Para que este número fosse alcançado, os empreendedores envolvidos no CEI também estão sendo incentivados a comprar seus suprimentos em conjunto, aumentando a escala de pedidos em busca de redução dos valores.
A proposta da Cemara é criar um cluster empresarial, entre os donos de empresas que vão compor o CEI Nove de Julho. “Um cluster como esse pode render uma série de vantagens para as empresas envolvidas. É um estímulo para buscar novos parceiros e gerar relações produtivas para o seu negócio”, completa Dei Santi.
A TRX, um dos principais players da área de real estate corporativo e industrial do Brasil, é também grande adepta do compartilhamento de serviços dentro de seus empreendimentos, para busca de eficiência e redução de custos operacionais. A empresa tem condomínios logísticos de galpões espalhados por todo o País que podem abrigar em um mesmo espaço empresas de diferentes segmentos de atuação.
Uma das empresas que decidiu alugar um de seus galpões é a Sestini. Especializada em malas e mochilas, a companhia estava em busca de redução de custo e um espaço que acomodasse melhor sua estrutura operacional e, por isso, locou 12 mil metros quadrados do condomínio logístico da TRX em Guarulhos, em São Paulo. O empreendimento selecionado é tudo o que buscavam: Triple A (de alto padrão) e possibilita o rateio de despesas mensais como segurança, limpeza, água, energia elétrica, seguro, telefonia e internet entre as outras empresas que ocuparem o espaço.
“O perfil dos ativos industriais e logísticos no Brasil, de maneira geral, ainda é muito obsoleto. A maioria dos que existem é isolada e ineficiente. Quando há oportunidade para se instalar em um espaço com toda a infraestrutura necessária para uma operação eficiente, as empresas enxergam grande valor agregado”, comenta José Alves Neto, um dos fundadores da TRX.

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/dino/empresas-compartilham-servicos-e-custos-de-imovel-para-serem-mais-rentaveis,0e8b62ca92fe9d7ed035a7d114180ce2r90hy8mc.html



ECONOMIA BRASILEIRA ESTÁ EM RECUPERAÇÃO E DEVE CRESCER 1% EM 2017

22 de dezembro de 2016 | Por cemara

CEMARA_JOB_2591_16_POSTS_09_01_ECONOMIA_BRASILEIRA_001

 

A economia brasileira já começa a dar sinais de recuperação e deve crescer 1% no Produto Interno Bruto (PIB), em 2017, e mais 2% em 2018, resultado da confiança que o mercado, investidores internacionais e população estão tendo nas medidas anunciadas pelo governo até agora. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos é considerada um dos principais mecanismos para reequilibrar as contas.

Essa é a opinião de Paulo Cesar Adani, professor de Economia e Finanças da PUCCamp (Campinas/SP), diretor da Consultoria Quantum e do Corecon (Conselho Regional de Economia), e ouvido pelo Cemara Informa. Ele destacou que o setor imobiliário deve voltar a crescer e que esse é um bom momento para investir em imóveis. Além disso, o segmento é um dos maiores demandadores de mão de obra do mercado. Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

 

 

Cemara Informa – Depois da turbulência do impeachment, quais são os desafios da economia do País para voltar a crescer?

Paulo Cesar Adani – Os desafios são muitos. Nós estamos vivendo uma época atípica na história do País. Faz três anos consecutivos que estamos tendo queda no PIB (Produto Interno Bruto), perdas significativas que chegam hoje a 9%. Essa queda não tem precedente, pelo menos na história recente do Brasil. Os resultados dessa situação, que se confirma gravíssima, são os mais de 12 milhões de desempregados e a recessão que afetou todas as atividades produtivas de alguma forma. Essa crise, que se agravou a partir de 2014, começou a ser gerada na crise de 2008, dos Estados Unidos. Diziam que não ia nos atingir, mas atingiu. Ela é tão severa quanto a crise de 1929, com desemprego e queda no PIB. Além disso, o problema do déficit público bastante agudo é um ingrediente poderoso para chegar aonde chegamos.

 

Cemara Informa – A PEC que limita o teto dos gastos públicos, controle da inflação e queda na taxa de juros faz parte de algumas das ações que o governo propõe para sairmos da crise. Elas são suficientes, mesmo sem as reformas previdenciária, tributária e política?

Paulo Cesar Adani – Sim, o começo dessa retomada depende dessas ações que o governo está implantando. Elas são necessárias. O teto nos gastos públicos, por exemplo, é sim bem desconfortável, mas é necessário e com certeza, vai repercutir positivamente no futuro. A dívida brasileira hoje é de mais de R$ 3 trilhões, só de juros são mais de R$ 400 bilhões por ano. Então, não tem outro caminho: tem que fazer os ajustes e reduzir a dívida pública para voltar ao crescimento. Claro que as reformas previdenciária, tributária e política são  fundamentais e também fazem parte desse conjunto de ações que pode ser desconfortável agora, mas será positivo no futuro.

 

Cemara Informa – Faltam ainda confiança e segurança dos empresários para investir no País?

Paulo Cesar Adani – Muitas empresas estrangeiras estão vindo investir no Brasil, mas ainda de forma tímida. Com certeza, com a aprovação dessas ações que citamos antes elas terão segurança em investir mais e consequentemente melhorar nosso desempenho econômico. A palavra de ordem nesse momento é confiança. As medidas do governo já aumentaram

a confiança não só nos empresários estrangeiros, mas no empresário brasileiro e na população brasileira que quer voltar a consumir, mas sem sustos.

 

Cemara Informa – Qual a expectativa para 2017 e para 2018?

Paulo Cesar Adani – A expectativa de crescimento em 2017 é de 1% no PIB e 2% em 2018. A previsão de crescimento é pequena, mas importante, porque reverte o quadro de queda consecutiva dos últimos três anos e, principalmente, pelo aumento da confiança. Os investimentos começam a retornar, mesmo que de forma tímida, e vão ajudar na diminuição da taxa de desemprego. Já se espera uma realocação de pessoas a partir do ano que vem. Se forem confirmadas as expectativas para 2017, em 2018 sairemos desse marasmo econômico.

 

Cemara Informa – O setor imobiliário também está sofrendo com a crise. Qual a perspectiva para o segmento nos próximos anos?

Paulo Cesar Adani – O setor imobiliário sofreu bastante com a crise. Mas acho que o setor vai ter condições de retomar seu crescimento a partir de 2017. O setor também contribuirá muito para diminuir a taxa de desemprego, já que ele é um grande demandador de mão de obra.

 

Cemara Informa – Então, vale a pena investir em imóveis hoje? É um bom momento para comprar?

Paulo Cesar Adani – Sim, é um bom momento, talvez o mais propício dos últimos anos. Com a confiança voltando, vale a pena comprar, porque o mercado está preparado para negociar e oferecendo boas oportunidades.

 

Acho que é um bom momento para as empresas expandirem suas áreas fabris e crescerem ou buscarem novos investimentos e se anteciparem à retomada de crescimento que vem por aí. Quem sai na frente sempre tem recuperação mais rápida. Vale investir sim.

 

Paulo Cesar AdaniProfessor de Economia e Diretor da Consultoria Quantum e do Corecon (Conselho Regional de Economia)

 

Matéria publicada em novembro de 2016.



Hortolândia é destaque como polo de desenvolvimento, turismo e cultura

9 de dezembro de 2016 | Por cemara

Cidade investe em parques socioambientais e está entre as 100 melhores cidades do País, com potencial para atrair novos negócios e gerar oportunidades de emprego

Hortolandia

Uma das cidades mais jovens do estado de São Paulo, com apenas 25 anos de fundação, Hortolândia/SP se destaca na Região Metropolitana de Campinas (RMC) pelo grande potencial de desenvolvimento econômico e investimento na qualidade de vida, turismo e cultura. Hoje, o município está em 56º lugar no Brasil entre as cidades mais promissoras para se fazer negócios,  segundo estudo da Urban Systems, publicado no final de outubro.

O ranking indica quais cidades têm maior potencial para atrair novas empresas e, assim, gerar oportunidades de empregos e renda para sua população e “reforçar” a arrecadação municipal. Hoje, Hortolândia tem mais de 500 indústrias instaladas, mais de 2 mil pontos comerciais e dois shopping centers. Além disso, a cidade, que tem mais de 210 mil habitantes, investe em cultura e turismo, com parques socioambientais, escolas, universidades, bibliotecas, bares, hotéis e restaurantes, garantindo qualidade de vida a seus habitantes e visitantes.

Localizada a cerca de 120 km de São Paulo, a cidade faz parte do chamado “Complexo Metropolitano Expandido”, com várias rodovias que ligam Hortolândia a diversas cidades paulistas e fica próxima do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas/SP, que atraíram e atraem importantes indústrias multinacionais, como Dell Computadores, EMS Medicamentos e Magneti Marelli.

Parques – Hortolândia – cujo nome é homenagem ao principal ponto turístico da cidade, o horto florestal se destaca na região pelo cuidado com o turismo e a cultura. Um dos principais atrativos da cidade é o Parque Socioambiental Irmã Dorothy Stang, que possui o Ginásio Poliesportivo ‘Victor Savala’, o Centro de Treinamento de Ginástica Artística ‘Yasmin Geovana Santos Bonfim’, o Centro de Arte e Cultura (CAC) e o Espaço Criança Ecológica com a maternidade da árvore e sala verde para a realização de atividades socioambientais e oficinas. O Parque Santa Clara (Centro de Referência Ambiental Parque Escola) possui o Museu de História Natural Iberaba com mais de 200 espécies de animais empalhados, e o projeto Reciclasa-IBM. O Parque Linear Chico Mendes é um dos espaços mais bonitos da cidade e também disponibiliza áreas de lazer para a prática de esportes.

A antiga Estação Ferroviária de Hortolândia, construção tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural em 2003, deu lugar ao Centro de Memória Prof. Leovigildo Duarte Júnior, que fica no centro da cidade. O local se transformou em importante ponto turístico com museus da linha férrea e da história de Hortolândia.

Além disso, Hortolândia conta com vários espaços dedicados à realização de eventos culturais das áreas teatral e musical, três pontos de cultura, que desenvolvem projetos de música instrumental, violão popular, teatro, vídeo e musicalização infantil. Destaque para a banda municipal que se apresenta nos eventos públicos realizados pela Prefeitura e oferecidos gratuitamente para a população.



Hora de investir em imóveis

26 de novembro de 2016 | Por cemara

CEMARA_JOB_2386_16_POSTS_26_11_INVESTIR_IMOVEIS

 

“Nos últimos meses, a confiança de empresários de todos os setores da economia e de consumidores têm subido de acordo com os indicadores da FGV, CNI, Fecomércio e outros.

Como detalhei em meu livro Depois da Tempestade, publicado recentemente, caso o governo Temer corte gastos públicos, colocando as contas públicas em ordem e afastando temores de risco de insolvência futura do setor público brasileiro – o que acredito que tem grande chance de acontecer – a recuperação econômica será muito mais rápida e forte do que a maioria acredita. Os impactos positivos da recuperação nos setores que mais sentiram a crise de confiança e a falta de oferta de crédito recente serão ainda maiores, capitaneados exatamente pelos setores imobiliário e automotivo.

Desde que publiquei o livro, as expectativas já começaram a melhorar. De acordo com o relatório Focus do Banco Central – que apresenta as expectativas de mais de 100 economistas – há poucos meses, eles projetavam, em média, que em 2017, o PIB brasileiro não cresceria nada. Hoje, os mesmos economistas já acreditam que o crescimento será superior a 1%. Salvo o governo Temer provar-se incapaz de fazer o ajuste fiscal ou ocorrer uma nova crise externa, estou convencido de que será muito superior a isso.

Os indicadores do próprio mercado imobiliário já têm refletido esta melhora de expectativas. O Índice IFIX da Bovespa, que mede o desempenho dos fundos imobiliários, teve uma alta de mais de 20% neste ano. Os 10 fundos imobiliários de melhor desempenho do mercado tiveram retornos entre 40% e 65%.

Se o cenário de recuperação econômica, queda de juros e expansão de crédito se concretizar, a demanda por imóveis deve crescer. Além disso, quando ajustado pela inflação, o IFIX ainda está cerca de 20% abaixo do seu nível de 4 anos atrás, sendo que as dificuldades financeiras de muitas incorporadoras e novos planos diretores de várias cidade devem limitar e encarecer novos lançamentos nos próximos anos. Assim, mesmo levando-se em consideração os amplos estoques que terão de ser desovados nos próximos dois anos e que devem inicialmente retardar e limitar a recuperação dos preços dos imóveis, as oportunidades para os interessados em investir em terrenos, galpões ou imóveis residenciais e comerciais agora parecem claras, particularmente para investidores de longo prazo.”

*Trechos de artigo publicado por Ricardo Amorim em seu LinkedIn.

Ricardo Amorim é autor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, presidente da Ricam Consultoria, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes.



TIPOS DE LÂMPADA PARA CADA AMBIENTE

9 de agosto de 2016 | Por admin

Fluorescentes

Lâmpadas fluorescentes

Divulgação LabLuz

Lâmpadas fluorescentes

Divulgação LabLuz

São as lâmpadas ideias para quem deseja unir qualidade à economia, pois consomem baixa energia comparada às incandescentes e halógenas, economizando até 80%.

Modelos

  • Tubulares: Lâmpadas que produzem luz pela passagem da corrente elétrica através de um gás ou vapor contido em seu interior, disponibilizadas em formato tubular. Destacam-se pela longa vida útil e altas potências e não esquenta proporcionando uma iluminação mais intensa e uniforme.
  • Compactas: Esse formato de lâmpada possui um reator integrado com dimensões reduzidas e, em sua maioria, é desenvolvido em forma de espiral ou tubular de 2 ou 3 voltas para facilitar o uso. Sua aplicação é muito comum em residências por sua praticidade, alta taxa de economia, que pode chegar a até 80%, e longa vida útil.

Vida útil

8000h

Temperatura de cor

Geralmente é branca, mas existem modelos amarelados – 3000 K (tubulares) e 6500 K (compactas).

Ambientes mais usados

Este tipo de lâmpada é indicado para abajures, luminárias, lustres, miniarandelas, além de ambientes residênciais e comerciais, como cozinhas, banheiros, escritórios, garagens, armazéns ou depósitos.

Incandescentes

Lâmpadas incandescentes

Divulgação LabLuz

É o tipo de luz mais comum. Suas vantagens são o baixo custo, boa reprodução de cores e não necessitam de equipamentos auxiliares. Mas, por dissiparem apenas 5% em luz e 95% em calor, consomem muita energia.

Os seus modelos estão em processo de banimento imposto pelo Governo Federal, com previsão para saída total até o final de 2016.

Temperatura de cor

Amarela – 2500 K

Vida útil

1000h

Ambientes mais usados

Utilizados em todos os ambientes no geral, com destaque para quartos, salas e locais que requerem uma iluminação mais dramática.

Halógenas

Lâmpadas Halógenas

Divulgação LabLuz/Philips/Gaya

As lâmpadas halógenas proporcionam uma iluminação difusa e brilhosa, além de possuírem o índice real de cor (IRC) de 100%. Por gastarem até 30% menos do que as lâmpadas incandescentes, possuem maior vida útil e eficiência energética.

Modelos

  • Palito (100w a 300w): conhecido como “lâmpada de duplo contato” por sua estrutura fina e a presença de duas bases, que conferem versatilidade de aplicações. Deve preferencialmente ser utilizada em posição horizontal.
  • PAR (20, 30 e 38w): Embutidas em um vidro que permite maior dispersão luminosa, as lâmpadas PAR possuem foco mais aberto e esquentam menos que os modelos AR.
  • Dicróica (20, 35 e 50w): Este modelo é utilizado quando se quer dar destaque a objetos ou a determinada área, pois possuem uma iluminação direta e focal.
  • AR (48, 70 E 111w): São lâmpadas de spot com foco fechado de 8 a 24 graus. Recomendadas para ambientes grandes, pela forma como esquentam e a amplitude da sua iluminação.

Temperatura de cor

Amarelada – 2.800 K a 3.100 K

Vida útil

1000 a 2000 h

Ambientes mais usados

Utilizados em todos os ambientes no geral, com destaque para quartos, salas e locais que requerem uma iluminação mais dramática.

LED

Lâmpadas LED

Divulgação LabLuz

É um componente eletrônico com a mesma tecnologia dos chips de computadores, pois transforma a energia elétrica em luz. Com as lâmpadas LED, praticamente 100% da energia é transformada em luminosidade, dessa forma, possui baixa emissão de calor.

Sua versatilidade decorativa permite inúmeras possibilidades de iluminação, podendo ser utilizadas como focos de luz.

Custo x Benefício

O investimento inicial das lâmpadas LED são superiores aos modelos incandescentes ou fluorescentes. No entanto, o consumidor terá um rápido retorno, uma vez que o baixo consumo de energia será refletido no valor da conta de luz.

Temperatura de cor

Há variedade de cores, mas a temperatura tradicional é 6.000 K em média.

Vida útil

25.000 horas (em média)

Ambientes mais utilizados

O LED é indicado para praticamente todos os tipos de projetos. Por possuir alta eficiência é indicado para locais que demandam grande gasto energético, como fábricas, shoppings centers e comércios em geral.

Néon

Lâmpadas Néon

Divulgação Nards

São lâmpadas de descarga em gás que contêm néon a baixa pressão. Apesar do nome, as luzes de néon nem sempre precisam conter neônio, outros gases nobres podem ser utilizados para dar tonalidades de cores diferentes, como o hélio, que resulta em uma luz amarela e branca, ou o argônio, que dá um tom azulado ou roxo.

Temperatura de cor

Difere-se das outras tecnologias com variedades de cores (à exceção do LED).

Vida útil

6000h.

Ambientes mais usados

Utilizado para iluminações decorativas, principalmente comerciais.

Fibra ótica

Lâmpadas de fibra ótica

FASA Fibra Ótica e Guido Iluminação & Design

É um filamento flexível e transparente utilizado como condutor elevado de luz. Este tipo de lâmpada é ideal para quem quer dar um efeito de céu estrelado. Seu sistema é capaz de gerar variados pontos de luz com uma única lâmpada, o que representa economia de energia.

Temperatura de cor

Está disponível em grande variedade de cores, mas um modelo tradicional é o de 5.000 K (azul).

Vida útil

Pode chegar a 100 mil horas.

Ambientes mais utilizados

Vitrines, contornos arquitetônicos, piscinas, fachadas e outros ambientes que demandam decoração específica com os efeitos característicos da fibra óptica.

Descarga

Lâmpadas de descaga

Divulgação LabLuz

É um dispositivo eletrônico que transforma energia elétrica em energia luminosa. Apresentam vida útil longa e uma economia de energia considerável.

Modelos

  • Vapor de mercúrio: Possui aparência branco-azulada e é utilizada na iluminação de ruas, jardins públicos, postos de gasolina e campos de futebol.
  • Vapor de sódio: Possui aparência alaranjada e é utilizada aeroportos ou estradas.
  • Mistas: Possui aparência branco-azulada e é a combinação das lâmpadas de mercúrio e incandescentes. Pode ser utilizada em jardins, armazéns, garagens, postos de gasolina e campos de futebol.

Vida útil

3.000 a 20.000 horas.

Temperatura de cor

Geralmente brancas, mas existem modelos amarelados.

Ambientes mais usados

Indicada para lugares onde objetos e produtos são expostos, como vitrines e interiores de grandes lojas, e onde o brilho e a vida longa são importantes, como fábricas, estádios e iluminação de ruas.

 

Fontes: O gerente de produtos da OSRAM, Marcos Santos; a arquiteta da LabLuz, Cristiane Veltri; e as empresas Lorenzetti, Telha Norte, Led Gold, e Gaya. (mais…)



Contenção em geotêxtil fica 50% mais econômica que gabião em obra de loteamento em São Paulo

15 de junho de 2016 | Por nwmidia

Tecnologia foi usada em 300 metros de extensão, com picos de até 6,30 metros, permitindo uso de solo ruim e numa execução de poucos meses.

O Loteamento 9 de Julho, da Cemara (veja reportagem sobre), previa áreas de contenção com uso de gabião convencional, mas Luan Siviero e sua equipe decidiram inovar adotando mantas de geotêxtil com aterro no lugar. E a aposta foi certa, gerando, segundo ele, economia superior a 50%.

“Fizemos duas contenções, que superam 300 metros de extensão e com altura de até 6,30 metros”, diz ele. A tecnologia consiste na aplicação de camadas, sendo que o geotêxtil é encapsulado para segurar a terra em cada uma delas (veja foto).

Projeto de urbanização no interior de São Paulo mostra forma diferenciada de investimento em infraestrutura e atendimento à geração Y

Nos trechos de solo mole é feita a melhoria com pedra de basalto, aplicadas por cima da camada de terra e antes do encapsulamento com o geotêxtil.

“Esse serviço foi executado pela Geoesp em 10 meses e o consideramos uma inovação no que tange contenção em obras de loteamentos”, diz Siviero. “A vantagem da tecnologia ante o gabião convencional, além do preço, é a possibilidade de usar solo ruim ou até mesmo material reciclado, em situações onde não houvesse terra nativa disponível”, conclui ele.

FONTE: http://infraroi.com.br/contencao-em-geotextil-fica-50-mais-economica-que-gabiao-em-obra-de-loteamento-em-sao-paulo/



Páginas:12»

Certificados e Prêmios



Realizações Cemara
Realizações Cemara
Realizações Cemara
Realizações Cemara